Polícia descarta participação de mulher em emboscada para matar ex

Segundo delegado, mulher também foi vítima do então atual companheiro, que agiu premeditadamente

Foto: Redes Sociais Polícia descarta participação de mulher em emboscada para matar ex Delainy e Raphael, que foi preso e denunciado pelo homicídio de Christian

Investigação apontou que Delainy Pereira Tavares, de 26 anos, não teve envolvimento na emboscada que acabou na morte do ex-namorado dela, Christian Leonir da Silva Santos, 38 anos, no dia 8 de setembro, no Jardim Centenário, em Campo Grande. O acusado Raphael dos Santos Motta, 29 anos, foi preso e se tornou réu pelo crime.


O delegado Rodolfo Daltro explicou que Delainy também foi uma vítima do atual companheiro. "Ela na verdade estava sendo agredida por ele [Raphael], havia várias marcas roxas no corpo. O Raphael pegou o celular da esposa e passou a mandar mensagem para várias pessoas que ela tinha relacionamento, até que a vítima [Christian] foi uma das que respondeu", conta.


Quando o rapaz respondeu, segundo o delegado Daltro, Raphael se passou por Delainy e pediu ajuda, afirmando que estava sendo agredida. "A vítima estava em uma festa e até postou no status do WhatsApp 'partindo para ajudar uma amiga' e chegando lá ele foi morto pelo Raphael", explica.


O caso - Conforme a denúncia do MPMS (Ministério Publico de Mato Grosso do Sul), a vítima manteve um relacionamento com Delainy Pereira Tavares, 26 anos, mas estavam separados há 8 meses. A mulher era atual esposa de Raphael que no dia do crime teria usado o celular dela para atrair Christian.


Quando a vítima chegou a casa da mulher, na Rua Santa Quitéria, as luzes estavam apagadas e ele foi surpreendido por Raphael atirando. Christian foi atingido por ao menos três tiros e morreu na frente da casa.


Equipe da PM (Polícia Militar) foi acionada e o autor não quis se entregar, sendo necessária negociação. Delainy também ficou dentro da casa e a informação inicial era que a mulher foi mantida refém por Raphael, no entanto, com a suspeita da possível participação no assassinato, ela acabou sendo presa. Depois, teve a liberdade concedida pelo juiz Aluizio Pereira dos Santos, a pedido do MPMS.


Na denúncia do Ministério Público consta ainda que Raphael chegou a esconder a arma de fogo na casa de uma vizinha, para se livrar da culpa. Além disso, com os levantamentos da Polícia Civil, ficou concluído que o homem praticou o homicídio de forma planejada e fria “demonstrando claramente a gravidade em concreto do crime”.


A defesa do acusado chegou a entrar com pedido de Habeas Corpus, que foi negado. Raphael se tornou réu pelo crime.