Terça, 14 de Abril de 2026
20°C 35°C
Jardim, MS
Publicidade

Cunha não aceita resultado de votação e manda votar de novo

28/04/2016 às 09h45
Por: Tribuna Popular
Compartilhe:
 -
-

A sessão na Câmara dos Deputados que iniciou na quarta-feira (27) foi até a madrugada desta quinta (28). O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), foi derrotado numa votação mas não admitiu a derrota e fez uma manobra para que o tema fosse votado de novo. Após a nova votação, Cunha saiu vitorioso.

O jornal O Globo informa que os deputados votavam a criação da Comissão da Defesa dos Direitos da Mulher e da Comissão dos Direitos da Pessoa Idosa. A Comissão da Mulher foi o centro da polêmica. Parlamentares do governo, com apoio de parte de oposição, conquistaram maioria para adiar a votação. No entanto, Cunha anunciou outro resultado e foi questionado pelos deputados vencedores, que chegaram a subir na Mesa Diretora e acusaram o peemedebista de promover um "golpe".

O presidente da Câmara suspendeu a sessão e, na reunião de líderes, os convenceu de que se as comissões não fossem criadas, muitos partidos iriam ficar sem cargos nesses espaços. Quando a sessão retornou, vários partidos mudaram de posição e passaram a ser favoráveis à criação dessas comissões. Depois de horas de discussão, 220 parlamentares votaram a favor e 167 votaram contra.

A publicação destaca que os debates foram acalorados. Alguns parlamentares que defendem as causas feministas foram contrárias à criação com o argumento de que as várias comissões já existentes na Casa já acolhem, discutem e votam projetos de interesses das mulheres.

"Esse projeto fere de morte as conquistas até agora nas comissões. Esses assuntos já são tratados em outros espaços, como a Comissão de Seguridade Social e Família. Essa comissão é um faz-de-conta", declarou a líder do PCdoB, Jandira Feghalli (RJ).

O deputado João Campos (PSDB-GO) foi o relator do projeto. Ele é um dos coordenadores da bancada religiosa na Câmara. No seu parecer, ele incluiu a expressão "nascituro" entre os temas a serem debatidos na Comissão de Seguridade. Segundo explica O Globo, discutir o "nascituro" significa, entre outros debates, tratar da questão do aborto.

Recorde-se que, as bancadas evangélica e católica no Congresso são contra a legalização do aborto e até mesmo contra a manutenção dos chamados "abortos legais", que são os que envolvem risco de vida para a mãe ou gravidez derivada de estupro. A inclusão do "nascituro" irritou várias parlamentares.

"O que esse jabuti (inclusão de assunto que não tem relação com o tema num projeto), o nascituro, está fazendo nesse texto?! Nosso estado é laico. Não ajuda em nada assim. E gostaria de ver os que se dizem em defesa da vida em ir para a frente de um asilo e protestar contra as mortes de idosos por falta de água", afirmou Cristiane Brasil (PTB-RJ).

Ainda segundo a publicação, o deputado Flavinho (PSB-SP), da bancada católica, reagiu às críticas da parlametar.

"As entidades religiosas são as que mais apoiam idosos, mulheres, aidéticos. A mulher de verdade, que estão lá fora, não querem empoderamento. Querem é ser amadas", disse Flavinho.

(Fonte: Notícias ao minuto)

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Jardim, MS
33°
Tempo nublado

Mín. 20° Máx. 35°

33° Sensação
3.84km/h Vento
36% Umidade
0% (0mm) Chance de chuva
06h55 Nascer do sol
18h33 Pôr do sol
Qua 34° 22°
Qui 33° 21°
Sex 33° 21°
Sáb 33° 21°
Dom 34° 21°
Atualizado às 16h08
Publicidade
Publicidade
Economia
Dólar
R$ 4,99 -0,10%
Euro
R$ 5,89 +0,22%
Peso Argentino
R$ 0,00 -2,70%
Bitcoin
R$ 393,681,67 +1,69%
Ibovespa
198,773,40 pts 0.39%
Publicidade
Publicidade
Publicidade