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Relator rejeita manobra e insiste com pedido de cassação de Cunha

08/06/2016 às 13h45
Por: Tribuna Popular
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O deputado Marcos Rogério (DEM-RO), relator do processo por quebra de decoro contra o presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), decidiu ignorar a manobra de aliados do peemedebista e rejeitar a proposta de, no lugar da cassação, pedir a suspensão por três meses do mandato de Cunha. A decisão será anunciada na próxima terça-feira, quando foi remarcada uma nova tentativa de julgar a ação contra um dos mais poderosos políticos do país.

Após cinco horas, a sessão do Conselho de Ética desta terça-feira terminou sem a votação do parecer do relator por causa da ausência da deputada Tia Eron (PRB-BA), cujo voto é considerado fiel da balança para salvar ou absolver Cunha da cassação. Em meio ao sumiço da congressista, o deputado João Bacelar (PR-BA) apresentou um voto em separado pedindo apenas a suspensão do mandato do peemedebista - o que, na prática, já está em vigor há um mês por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF).

Embora peça uma punição leve a Eduardo Cunha, o próprio Bacelar afirma, em relatório paralelo, que o peemedebista "deteriorou" o decoro parlamentar. "Não há como desconhecer que o representado deteriorou o decoro parlamentar, isto é, a imagem pública do parlamento, na medida em que, embora em termos técnicos não detenha contas bancárias no exterior, o representado realmente tem a expectativa de um direito a um patrimônio gerido e mantido na Suíça", afirmou o aliado de Cunha.

Temendo a aprovação do parecer alternativo, o deputado Marcos Rogério propôs o adiamento da sessão sob o argumento de que iria analisar o documento. Ele, no entanto, pretende seguir com o pedido de cassação pelo envolvimento de Cunha, que é réu no STF, no esquema de corrupção da Petrobras.

Rogério rechaça as acusações feitas pelo presidente afastado de que "manobrou" para evitar a absolvição. "Se tem alguém que manobrou o tempo todo nesse processo foi o Eduardo Cunha e sua equipe. Eu respeito o amplo direito de defesa. Mas querer atribuir o voto de 'manobrador-geral' do Conselho de Ética ao presidente ou ao relator do colegiado não combina com o conjunto dos comportamentos. É só olhar para trás. O histórico deixa claro quem manobrou no conselho", afirmou nesta quarta-feira.

*Veja.com

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