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Investimento em startups do Brasil somou U$$ 9,4 bi em 2021, aponta levantamento
Valor foi o maior da série histórica e 2,5 vezes superior ao total aportado em 2020, com 779 transações
12/01/2022 16h43
Por: Tribuna Popular Fonte: Joã Malardo, CNN Brasil Business
Marcello Casal Jr/Agência Brasil - Fintechs foram as startups que mais receberam investimentos

As startups brasileiras receberam um total de US$ 9,4 bilhões em investimentos no ano de 2021, segundo levantamento da plataforma Distrito divulgado nesta quarta-feira (12). O número é 2,5 vezes maior que o investido em 2020, e o maior desde o início do estudo, em 2011.

Ao todo, foram 779 transações envolvendo aportes em startups. No mês de dezembro, os investimentos foram de US$ 550 milhões, com 46 rodadas de aportes. Em 2011, quando o levantamento começou, foram aportados US$ 147 milhões.

O Distrito também aponta que o setor que mais recebeu investimentos foi o de startups da área financeira, as fintechs. Elas captaram US$ 3,7 bilhões, com 176 rodadas de investimentos.


As fintechs foram seguidas das startups de varejo, as retailtechs, com US$ 1,3 bilhão em 87 transações, e pelas empresas de real estate, com US$ 1,07 bilhão e 32 rodadas.


As startups de saúde, healthtechs, obtiveram US$ 530 milhões em 69 aportes, e as de mobilidade, US$ 411 milhões em 20 rodadas.


O levantamento aponta ainda que a startups em estágio inicial foram as que receberam a maior quantidade de investimentos. Entretanto, as empresas em fases mais avançadas foram as que movimentaram os maiores volumes, chegando a US$ 2,04 bilhões nas de série C e US$ 1,92 bilhão nas de série B.


Para Gustavo Gierun, cofundador do Distrito, os valores refletem um movimento de digitalização de empresas que se intensificou com a pandemia, gerando oportunidades para as startups, assim como uma maturidade maior do setor no Brasil.

Fusões e aquisições atingiram recorde


Além dos investimentos, as fusões e aquisições de startups também atingiram um número recorde. Ao todo, 247 startups foram adquiridas por outras empresas, e a maior parte das transações foi realizada por outras startups.

As fintechs também lideraram as fusões e aquisições, com 44, seguidas pelas martechs, startups de marketing (27), as retailtechs (26), edtechs, startups de educação (19), e healthtechs (19).


“Investir em aquisições é um meio muito mais eficiente de garantir mudanças como aumentar o número de serviços fornecidos ou implantar um novo modelo de negócio”, diz Gustavo Araujo, cofundador do Distrito.