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Tropas russas cometem “crime contra a humanidade” em Mariupol, diz Zelensky
Presidente ucraniano discursou nesta terça (29) ao parlamento dinamarquês
29/03/2022 08h32
Por: Tribuna Popular Fonte: CNN Brasil
Maximilian Clarke/SOPA Images/LightRocket via Getty Images - Placa delimita cidade portuária de Mariupol, que fica nos limites do mar de Azov, na Ucrânia. Ao fundo, fumaça de bombardeios na cidade, que é alvo da Rússia desde o início da guerra empreendid

O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky classificou as ações da Rússia na cidade de Mariupol como “crime contra a humanidade” nesta terça-feira (29), enquanto discursava para o parlamento dinamarquês por uma chamada de vídeo.


“A cidade de Mariupol está bloqueada pelo exército russo e mais de 100 mil pessoas continuam lá. Elas têm que derreter neve para obter água, não há condições de entregar ajuda humanitária — tudo é bloqueado. Mais de 90% dos edifícios foram destruídos”, disse. “O que as tropas russas estão fazendo em Mariupol é um crime contra a humanidade”.


As declarações do presidente ocorreram no mesmo momento em que uma nova rodada de negociações com delegações de ambos países ocorria na Turquia.

Zelensky também declarou que “a intensidade e brutalidade das ações militares chegou ao nível mais alto do que a Segunda Guerra Mundial” e que o objetivo da guerra seria “destruir a base para uma vida normal na Ucrânia”.


O presidente ucraniano pediu ainda para que a Europa aumente as sanções contra a Rússia, bloqueando o comércio, interrompendo a compra de petróleo e fechando portos para navios russos, e pediu que tanto os governos quanto as empresas ajudem na reconstrução de seu país quando eles obtiverem “a vitória”, mencionou.


Rússia, que invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro, nega atacar civis e culpa a Ucrânia por repetidos fracassos para se chegar a um acordo sobre corredores humanitários seguros para moradores presos.


No caso de Mariupol, a cidade portuária é vista como estratégica para os invasores russos criarem uma ponte entre a Crimeia, anexada por Moscou em 2014, e dois enclaves separatistas no leste da Ucrânia.


*Com informações da Reuters