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Com apoio federal, licitação para obras da Rota Bioceânica avança

Dnit deve conceder autorização para construção do acesso à ponte e do centro alfandegário no dia 14; obras custarão R$ 475 milhões

11/11/2023 às 10h57
Por: Tribuna Popular Fonte: Correio do Estado
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Toninho Ruiz -
Toninho Ruiz -

A Rota Bioceânica deve avançar uma nova etapa com a homologação da licitação para a execução das obras de implantação e pavimentação do acesso à ponte internacional sobre o Rio Paraguai e da construção de um centro aduaneiro de controle de fronteira. O corredor que vai ligar Mato Grosso do Sul aos portos do Chile, além de prioridade estadual, passou a ser foco nacional.


De acordo com o titular da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Jaime Verruck, a licitação lançada no dia 12 de setembro será homologada nesta terça-feira.


“O governo federal acaba de licitar o acesso à ponte, que é uma questão fundamental para consolidar a rota. No dia 14 agora, o Dnit [Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte] vai fazer a homologação dessa licitação. É uma obra de mais de R$ 475 milhões que inclui o acesso à ponte e a construção também da área alfandegária”, disse Verruck após reunião no Ministério dos Transportes, em Brasília.


Ainda segundo o secretário, a viabilização do corredor rodoviário converge com os interesses do governo federal, e é por isso que as tratativas sobre a obra foram levadas à reunião da equipe estadual com o ministro dos Transportes, José Renan Vasconcelos Calheiros Filho.


“Os investimentos [da construção do acesso à ponte] estão no PAC, então o ministro quer levar esse posicionamento, sobre a importância dessa rota, também ao presidente da República. A ministra Simone [Tebet] destacou a grande preocupação que o presidente tem com a integração latino-americana, e a Rota Bioceânica traz exatamente esse eixo de integração”, contextualiza Verruck. 


As responsabilidades locais são o acesso à ponte internacional sobre o Rio Paraguai, o contorno rodoviário de Porto Murtinho na BR-267e a construção de um centro aduaneiro de controle de fronteira. Já a construção da ponte é de responsabilidade do Paraguai.


Verruck frisou que está marcada a vinda do vice-presidente Geraldo Alckmin, no dia 24, para conhecer as obras em Porto Murtinho e que o governador Eduardo Riedel (PSDB) convidou também o ministro Renan Filho.


“É fundamental para consolidar a Rota Bioceânica esse investimento do governo federal. Há dois anos, o governo do Estado com a bancada federal vem lutando pela licitação”, comenta o secretário.


OBRAS


O contorno rodoviário de Porto Murtinho terá aproximadamente 13,1 km e partirá do km 678 na BR-267. O prazo de execução será de 26 meses, com vigência de 29 meses.


A construção do acesso é considerada fundamental para dar celeridade à Rota Bioceânica, já que a ponte que está sendo construída por um consórcio binacional está avançada, com mais de 40% dela já concluída.


A ponte é financiada pela usina Itaipu Binacional no valor de 616, 836 milhões de guaranis (cerca de US$ 90 milhões) e tem uma extensão de 1.310 metros de comprimento e 20,10 metros de largura – projeto fundamental para viabilizar a Rota Bioceânica rodoviária, que possibilitará ligar o Oceano Atlântico ao Oceano Pacífico, no Chile, tendo Porto Murtinho, em Mato Grosso do Sul, como ponto de saída do Brasil.


ROTA


A Rota Bioceânica é um corredor rodoviário com extensão de 2.396 km que ligará os dois maiores oceanos do planeta, Atlântico e Pacífico, partindo do Brasil e chegando aos portos de Antofagasta e Iquique, no Chile, passando pelo Paraguai e pela Argentina.


O projeto que começou a ser debatido em 2014 e que iniciou em 2017 tem a promessa de ampliar a relação comercial do Estado com países asiáticos e sul-americanos.


A ideia é que o corredor rodoviário entre Brasil, Paraguai, Argentina e Chile interligue o Pacífico e o Atlântico. Conforme estudo da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), os custos para o envio da produção sul-mato-grossense serão reduzidos, além do tempo de viagem, que será encurtado em até 17 dias rumo ao mercado asiático.


A Rota Bioceânica terá potencial para movimentar US$ 1,5 bilhão por ano em exportações de carnes, açúcar, farelo de soja e couros para os outros países por onde passará.


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