
Uma quadrilha sitiou o Centro de Criciúma, no Sul de Santa Catarina, para assaltar um banco entre o fim da noite desta segunda-feira (30) e início da madrugada desta terça-feira (1º) — veja vídeo acima. O grupo fortemente armado invadiu a tesouraria regional de um banco, provocou incêndios, bloqueou ruas e acessos à cidade, usou reféns como escudos e atirou várias vezes.
A polícia encontrou 10 carros utilizados pelos criminosos. Os veículos estavam em um milharal em Nova Veneza, cidade vizinha, e eram de "alta potência e grande valor comercial", segundo o delegado Vitor Bianco.
A prefeitura pediu ajuda a batalhões de municípios vizinhos e também para cidades do Rio Grande do Sul.
Criciúma tem cerca de 217 mil habitantes, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e fica 200 km ao sul da capital catarinense, Florianópolis, e 285 km ao norte da capital do Rio Grande do Sul, Porto Alegre. A economia do município se baseia, principalmente, em exploração de carvão, indústria, agricultura e pecuária.
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Onde fica Criciúma — Foto: Arte-G1
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Quadrilha usou reféns para bloquear ruas em Criciúma e bloquear a aproximação da polícia — Foto: Reprodução / TV Globo
Os primeiros relatos do tiroteio foram feitos por volta da meia-noite. O som dos disparos foi ouvido principalmente na região central de Criciúma.
Imagens nas redes sociais mostraram reféns e pessoas cercadas nas ruas pelos criminosos. Homens foram deixados sem camisa sentados sobre uma faixa de pedestres na rua.
A Polícia Militar (PM) informou que o grupo incendiou um túnel no município de Tubarão (SC) que dá acesso a Criciúma, para tentar impedir que reforços chegassem até o local dos assaltos.
Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), um caminhão com placa de Dumont (SP) foi atravessado no túnel, na BR-101, e foi incendiado. Também foram espalhados miguelitos (apetrechos de metal capazes de furar pneus de carros) para dificultar a ação da polícia e dos bombeiros. O túnel foi liberado após os bombeiros apagarem as chamas.
O delegado Victor Bianco Cruz informou que os criminosos usaram veículos de "alta potência e grande valor comercial", de marcas como Audi, Land Rover, BMW, Mitsubishi e Volkswagen.
"Nós acreditamos, sim, que o valor levado é bastante grande, pelos vídeos que circulam nas redes sociais aqui, onde teria uma enorme quantidade de dinheiro na caçamba de uma caminhonete", disse o delegado.
Alguns tinham placas de São Paulo, mas até a última atualização desta reportagem a polícia não sabia se elas eram verdadeiras ou falsas.
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Veículo incendiado pelos criminosos em Criciúma — Foto: Janniter de Cordes
Após o ataque, os criminosos fugiram e abandonaram dinheiro no local. Por volta das 2h30, peritos estavam nas ruas para analisar a suspeita de abandono de materiais explosivos. Nas calçadas e nas ruas próximas da ação foram encontradas várias cápsulas de munição, inclusive de fuzil.
Prefeito da cidade, Clésio Salvaro (PSDB) disse que grupo fugiu em comboio: "Cena surreal".
Salvaro também disse que os reféns foram liberados sem ferimentos. Os homens mostrados em imagens divulgadas em rede social sentados em uma rua, usados como uma barreira pela quadrilha, eram funcionários do município que pintavam faixas de trânsito.
Durante a madrugada, Salvaro orientou aos moradores que ficassem em casa.
"A cidade neste momento tá sitiada. São criminosos aí muito bem preparados. Certamente vieram de outros estados da federação. Recomenda-se que você fique em casa", disse à 1h.
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Tiroteio em Criciúma na madrugada de terça-feira — Foto: Redes sociais/ Reprodução
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