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Sob escolta, Lula participa de velório do neto de 7 anos em São Bernardo

02/03/2019 às 11h02
Por: Tribuna Popular
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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou por volta das 11h deste sábado, 2, ao Cemitério Jardim da Colina, em São Bernardo do Campo, para o velório e a cremação de seu neto Arthur Araújo Lula da Silva, que morreu nesta sexta-feira, 1º, em decorrência de uma meningite meningocócica. Sob escolta da Polícia Federal, o petista entrou no local por um portão alternativo à entrada principal, onde alguns manifestantes estavam reunidos.

Ele ficará cerca de uma hora com o corpo do neto, cuja cremação está marcada para as 12h. A ex-primeira-dama Marisa Letícia também foi cremada no mesmo cemitério em 2017.

Tudo o que envolveu a vinda do ex-presidente – horários, percursos e convidados para a cerimônia – foi mantido em segredo pelo partido. De assessores aos fundadores do PT, passando por amigos de Lula, todos se negaram a passar qualquer tipo de informação sobre a viagem. Trata-se de orientação dos advogados do ex-presidente, que se comprometeram com a Lava Jato a evitar com o silêncio a mobilização de apoiadores e detratores do ex-presidente.

A autorização para a despedida do neto foi concedida com base na Lei de Execução Penal, que estabelece a permissão de saída de presos para velórios e enterros de familiares, incluindo descendentes.

É a primeira vez que o ex-presidente deixa a carceragem da Polícia Federal em Curitiba, onde está desde abril de 2018. No mês passado, Lula foi impedido pela Polícia Federal de acompanhar o velório e enterro do irmão, Genival Inácio da Silva, o Vavá. A justificativa para o impedimento da saída de Lula na ocasião foi o risco de grande mobilização, que para a PF, “colocaria em risco a integridade” do petista.

O ex-presidente veio para São Paulo em aeronave do governo do Paraná, cedida a pedido da Polícia Federal, pelo governador Ratinho Júnior (PSD). Do aeroporto de Congonhas, foi levado a São Bernardo em um helicóptero da Polícia Federal.

Arthur visitou o avô por duas vezes na sede da PF, no ano passado. Ele é filho de Marlene Araújo Lula da Silva e Sandro Luis Lula da Silva, filho do ex-presidente e da ex-primeira-dama Marisa Letícia, morta em fevereiro de 2017.

Ao contrário do que ocorreu em casos anteriores, quando outros pedidos semelhantes do ex-presidente foram negados, os advogados de Lula se comprometeram desta vez a “não divulgar qualquer informação relativa ao trajeto que será realizado” e disseram que irão informar o local da cerimônia de sepultamento “diretamente à autoridade policial”.

Militantes petistas, desta vez, também decidiram não fazer atos em frente à Polícia Federal de Curitiba, em uma tentativa de “garantir todo o respeito e condições necessárias para que, ainda hoje [sexta], Lula tenha o direito de se despedir do neto querido”, segundo nota assinada pela Vigília Lula Livre.

Horas depois do pedido da defesa, o processo de execução penal de Lula, conduzido pela juíza Carolina Lebbos, foi colocado em sigilo nível 4. Assim, ele só pode ser visualizado pelo juiz e alguns servidores da vara.

No mês passado, a PF negou autorização para que o ex-presidente saísse da prisão para ir ao enterro do irmão, Genival Inácio da Silva, o Vavá, sob o argumento de falta de aeronaves e de risco à segurança de Lula e à ordem pública.

*Veja

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