
Levando adiante o discurso de “profissionalizar” a gestão pública no estado, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), anunciou na sexta-feira 8, o programa “Transforma Minas“, para selecionar ocupantes de cargos em comissão por meio de um processo seletivo.
“Não só vamos garantir a escolha dos melhores profissionais para postos de liderança e gerência no governo, como vamos dar mais transparência às decisões e desenvolver um modelo diferente de gestão pública, baseado nos resultados e na contínua prestação de contas à sociedade”, afirmou Zema. Não se trata de concurso público e as etapas devem envolver análise curricular e entrevistas.
Apesar da argumentação do argumento do secretário de Planejamento, Otto Levy, de que o projeto se baseia em “critérios objetivos de meritocracia”, a gestão mineira, no entanto, não descarta a manutenção da influência política dos deputados estaduais. A expectativa é que para algumas vagas o processo seja um filtro e os parlamentares sejam ouvidos para escolher entre finalistas.
Ao menos nas superintendências regionais de Saúde e Educação, importantes para os deputados em seus redutos eleitorais, Zema já confirmou que a indicação política vai pesar. “Não podemos ser dogmáticos”, disse o governador no mês passado.
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