Segunda, 13 de Abril de 2026
21°C 36°C
Jardim, MS
Publicidade

Brasil se destaca na vanguarda da economia tokenizada e do futuro financeiro

O evento reuniu especialistas para debater o impacto da tokenização e da tecnologia blockchain no setor financeiro

07/02/2025 às 09h01
Por: Tribuna Popular Fonte: Agência Dino
Compartilhe:


O Brazil Florida Business Council (BFBC) realizou nesta segunda-feira (5) o evento Economia Tokenizada do Brasil: O Futuro do Dinheiro e do Sistema Financeiro, reunindo especialistas para debater o impacto da tokenização e da tecnologia blockchain no setor financeiro. Com um painel de alto nível, a discussão trouxe insights sobre inovação, regulamentação e as oportunidades que o Brasil tem para se consolidar como referência global no setor.

A abertura foi liderada por Sueli Bonaparte, presidente do BFBC, que destacou o protagonismo brasileiro na digitalização financeira e a importância da colaboração entre reguladores, startups e instituições financeiras para garantir um sistema mais seguro, eficiente e inclusivo. “Acreditamos que a união de forças entre esses diferentes atores é fundamental para consolidar o Brasil como um dos líderes globais na evolução das finanças digitais. Juntos, temos a capacidade de criar um ambiente que não apenas apoia a inovação, mas que também garante a segurança e a confiança necessárias para que todos possam participar do novo ecossistema financeiro”, afirmou Sueli.


Banco Central e o papel do Drex na tokenização

Um dos destaques do evento foi a participação de Fábio Araújo , economista e coordenador do Drex no Banco Central do Brasil, que explicou como a tokenização pode transformar mercados ao reduzir atritos e aumentar a eficiência das transações. Segundo ele, o Banco Central adota uma postura aberta ao diálogo para garantir que a inovação ocorra com segurança e estabilidade financeira.

Araújo esclareceu que a tokenização permite a criação de ativos digitais únicos, garantindo suas interferências e evitando fraudes. O Drex, ao atuar como ferramenta de liquidação para esses ativos, reduz o risco de contraparte e facilita negociações em tempo real. Ele ressaltou que a participação do regulador no desenvolvimento dessas soluções é essencial para a compensação do sistema financeiro.

“O papel do Banco Central não é só cuidar do que é tradicionalmente feito, de garantir a continuidade que temos, mas também de incorporar novas tecnologias para melhorar o serviço da população e para aumentar a inclusão financeira, como vimos no caso do PIX, que foi um efeito tremendo, e o DREX tem também um potencial muito grande.”


Tokenização imobiliária e transformação do mercado

Tony Volpon , sócio da CF Inovação, apresentou um case inovador de tokenização no setor imobiliário. Sua empresa desenvolveu o Sistema de Governança e Registro (SGR) , em parceria com o Conselho Federal de Corretores de Imóveis (COFECI), para digitalizar contratos do setor. O objetivo é trazer mais transparência, liquidez e segurança às transações imobiliárias, permitindo a comercialização de tokens lastreados em imóveis de forma regulamentada e supervisionada.

“A tokenização resolve problemas de assimetria de informação, complexidade e falta de liquidez, tornando o mercado mais eficiente e acessível”, explicou Volpon.


Bradesco e tokenização em câmbio

O evento também abordou a aplicação da tokenização no setor de câmbio. Roberto Medeiros, diretor da Divisão Internacional e de Câmbio do Bradesco, referiu-se à experiência do banco no uso de stablecoins para transações internacionais. Segundo ele, a demanda dos clientes e o apoio do Banco Central foram fatores decisivos para iniciar os primeiros testes com essa tecnologia.

“A eficiência operacional que a tokenização pode trazer ao mercado financeiro é sem precedentes”, afirmou Medeiros. Ele destacou que o Bradesco já está conduzindo operações experimentais com stablecoins em parceria com players internacionais, prevendo um futuro no qual as transações cambiais serão mais rápidas, seguras e fáceis de usar.


Regulamentação e desafios jurídicos da tokenização

No campo regulatório, Tatiana Guazzelli, sócia do Pinheiro Neto Advogados, explicou os desafios jurídicos da tokenização e a necessidade de estabelecer um arcabouço legal robusto. Ela comentou que o Banco Central já lançou consultas públicas para o setor comercial e que a participação dos agentes do mercado é importante para equilibrar a inovação e a segurança jurídica.

“O Brasil está construindo um ambiente regulatório sólido para ativos digitais, o que permitirá maior previsibilidade e confiança para investidores e empresas”, afirmou Guazzelli.


O Brasil como referência global

O debate reforçou o Brasil como referência mundial na digitalização financeira. Bruno Balduccini, sócio do Pinheiro Neto Advogados e moderador do evento, enfatizou que o país já é um dos mais avançados no setor, superando até os mercados europeus e americanos em inovação.

A tokenização abre um novo capítulo para o sistema financeiro, com potencial para revolucionar mercados, democratizar o acesso a ativos e investir na economia digital. O evento do BFBC deixou claro que o Brasil está na vanguarda dessa transformação, combinando tecnologia, regulação e inovação para moldar o futuro das finanças globais.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Jardim, MS
33°
Tempo nublado

Mín. 21° Máx. 36°

34° Sensação
3.03km/h Vento
40% Umidade
75% (0.99mm) Chance de chuva
06h55 Nascer do sol
18h34 Pôr do sol
Ter 36° 21°
Qua 27° 22°
Qui 31° 21°
Sex 31° 21°
Sáb 33° 23°
Atualizado às 11h08
Publicidade
Publicidade
Economia
Dólar
R$ 5,03 +0,51%
Euro
R$ 5,88 +0,29%
Peso Argentino
R$ 0,00 +2,78%
Bitcoin
R$ 383,671,58 -1,58%
Ibovespa
196,684,48 pts -0.32%
Publicidade
Publicidade
Publicidade