Policial Maus Tratos
Menina de 7 anos é internada às pressas com larvas na cabeça em Dourados
Criança precisou raspar o cabelo para iniciar o tratamento; mãe é investigada por maus-tratos
26/02/2025 09h13
Por: Tribuna Popular Fonte: Correio do Estado
Criança recebendo limpeza no couro cabeludo após encontrarem larvas na cabeça - Crédito: Osvaldo Duarte/Dourados News

Menina, de 7 anos, foi internada às pressas com larvas na cabeça, nesta segunda-feira (24), no Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados (HU-UFGD), localizado a 229 quilômetros de Campo Grande.

A menina está com feridas infestadas por larvas no couro cabeludo. Ela teve que raspar o cabelo para que o tratamento fosse feito e, no momento, encontra-se internada.

Conforme apurado pela reportagem, o caso veio à tona quando pai da menina denunciou a mãe por maus-tratos na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário de Dourados (DEPAC-DDOS).

Os pais são divorciados e ele sempre pega a menina aos finais de semana. No domingo (23), a criança reclamava de dores e incômodo na região da cabeça.

Com isso, o pai averiguou a situação e notou que havia feridas no couro cabeludo da filha. Portanto, decidiu levá-la na Unidade de Pronto Atendimento (UPA).

Quando chegou na unidade de saúde, junto da mãe da menina, a equipe médica informou que havia larvas no couro cabeludo e que seria necessário raspar a cabeça para que fosse realizado o procedimento de limpeza.

Mas, a mãe negou que realizassem o procedimento na filha. Com isso, a médica disse que acionaria a Guarda Municipal para relatar o que estava acontecendo, momento em que a mãe permitiu a limpeza e o corte do cabelo.

A criança raspou a cabeça, recebeu a limpeza no couro cabeludo e foi liberada posteriormente.

Diante da situação, o pai foi até a delegacia e fez um boletim de ocorrência contra a ex-esposa por maus-tratos. Ele relatou que já havia denunciado a ex-mulher outras vezes.

Na segunda-feira (24), a criança continuou reclamando de dores e foi novamente levada à UPA.

Devido à gravidade, ela teve de ser transferida da UPA para o HU-UFGD, onde está internada.

Apesar das denúncias, a mãe segue com a guarda da menina. O caso será investigado pela Vara da Infância e da Juventude.