
A agenda do presidente Jair Bolsonaro nesta segunda-feira 25 é aberta com uma reunião que inclui os ministros Onyx Lorenzoni (Casa Civil); Paulo Guedes (Economia); Carlos Alberto dos Santos Cruz (Secretaria de Governo) e Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional). O encontro, marcado para as 8h30, no Palácio do Planalto, deve ser utilizado para debater os atritos entre o governo e a Câmara, além de suas possíveis implicações no trâmite da reforma da Previdência.
Neste domingo, o presidente recebeu o líder do governo na Câmara, Major Vitor Hugo (PSL-GO), para discutir articulações pela aprovação da reforma. A visita ocorreu no Palácio da Alvorada, durou menos de uma hora e não constava na agenda oficial do presidente. Na saída, Vítor Hugo disse que buscará uma “reaproximação” do Executivo com o Legislativo após uma semana de tensão.
Nos últimos dias, Jair Bolsonaro se desgastou publicamente com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Na sexta-feira, em entrevista ao Jornal Nacional, da TV Globo, Maia afirmou que o presidente precisa ter “mais tempo para cuidar da reforma da Previdência e menos tempo cuidando do Twitter”. Um dia antes, ele havia avisado ao ministro da Economia, Paulo Guedes, que deixaria a articulação política da reforma – era ele que estava ajudando a reunir uma uma base sólida de parlamentares para aprovar o projeto.
Neste sábado, em coletiva de imprensa em Santiago, no Chile, Bolsonaro dedicou quase todo seu discurso para falar sobre o destravamento da reforma. Disse que confia “na maior parte dos parlamentares” para o andamento do projeto e culpou a “velha política” pelas “reações por parte de alguns da classe política”. Pouco tempo depois, em Brasília, Maia retrucou: “Ele precisa dizer o que é a nova política. Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo publicada no mesmo dia, Maia disse que o governo Bolsonaro era um “deserto de ideias”.
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