
A tempestade que caiu no Rio de Janeiro na noite desta segunda-feira (8) deixou ao menos sete mortos: um homem na Gávea, outro em Santa Cruz, duas irmãs no Leme e três pessoas em um táxi em Botafogo. A terça-feira segue com chuva.
O município está em estágio de crise - o mais alto em uma escala de três - desde as 20h55. A recomendação é para evitar deslocamentos.
Quedas de barreira interditaram o Alto da Boa Vista e a Avenida Niemeyer - onde mais um trecho da ciclovia foi arrastado para o mar.
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Bombeiro com máscara de mergulho se aproxima de carro submerso no mergulhão da Barra — Foto: Lívia Torres/TV Globo
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Bombeiros trabalham em local onde corpo foi encontrado em Botafogo, na Zona Sul do Rio — Foto: Daniel Silveira/G1
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Bombeiros trabalham em local onde há um táxi soterrado em Botafogo, na Zona Sul do Rio — Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo
A delegada Valéria Aragão, da 12ª DP, confirmou que os três corpos encontrados em um táxi na Avenida Carlos Peixoto, em Botafogo, Zona Sul do Rio, são da avó e da neta - além do motorista - que estavam desaparecidos ao saírem do RioSul. Policiais descobriram a localização por meio do sinal de GPS do táxi.
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Deslizamento de terra no Morro da Babilônia, no Leme, no Rio de Janeiro (RJ), deixa dois mortos na madrugada desta terça-feira (9). A tempestade que caiu no Rio de Janeiro na noite desta segunda-feira (8) deixou três mortos: um homem na Gávea e duas irmãs no Leme. A terça-feira (9) começou com mais chuva — Foto: JOSE LUCENA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
No início da madrugada, um deslizamento de terra atingiu o Morro da Babilônia, no Leme, matando duas irmãs, que eram vizinhas.
Havia a informação preliminar de que crianças tinham sido soterradas. A TV Globo apurou que não havia crianças - duas mulheres foram retiradas do lamaçal. Outras duas pessoas foram feridas, e um homem está desaparecido.
Os volumes registrados entre o fim da tarde de segunda e o início da manhã de terça superam os índices pluviométricos do temporal de 6 e 7 de fevereiro, quando seis pessoas morreram. No Jardim Botânico, por exemplo, caiu o dobro de água.
Na noite de segunda, o temporal alagou ruas, derrubou árvores e destruiu carros. Segundo o comando do 23º Batalhão de Polícia Militar (Leblon), o corpo de um homem foi achado na Gávea, Zona Sul, debaixo de um carro. Na manhã desta terça, os bombeiros o identificaram como Guilherme N. Fontes, de 30 anos.
A causa da morte ainda não foi divulgada. Segundo testemunhas, Guilherme morreu afogado ao cair de moto, ser arrastado pela água que descia da Avenida Marquês de São Vicente, uma das principais do bairro, e ficar preso debaixo de um carro.
De acordo com parentes, Leandro Ramos Pereira, de 40 anos, levou um choque enquanto limpava o ralo da residência em que morava.
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Carro submerso no mergulhão da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio — Foto: Lívia Torres/TV Globo
Em quatro horas, choveu mais no Rio do que nos dias 6 e 7 de fevereiro, quando seis pessoas morreram em consequência do temporal. A Defesa Civil informou em entrevista à GloboNews que foram feitas mais de 1,7 mil ocorrências.
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Em 4 horas, choveu mais que o dobro da média para todo o mês de abril em alguns bairros do Rio — Foto: Reprodução/Climatempo
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê mais chuvas fortes com trovoadas até as 10h desta terça. A prefeitura recomenda que a população somente se desloque "em caso de extrema necessidade".
Devido aos estragos, que provocam dificuldade de deslocamento, além do risco de mais chuva, a prefeitura e o estado determinou o cancelamento das aulas nas escolas da rede.
Escolas particulares e universidades, como a PUC-Rio, também divulgaram que não terão aulas.
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Carros 'boiando' na rua Jardim Botânico, Zona Sul do Rio — Foto: Reprodução/Redes Sociais
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Carros arrastados pela chuva na rua Pacheco Leão, no Jardim Botânico — Foto: Reprodução/Redes Sociais
Em entrevista à TV Globo, o prefeito Marcelo Crivella disse que a chuva foi "atípica" e a Zona Sul foi a região mais atingida. O prefeito, que se reuniu com secretários no Centro de Operações, disse que órgãos da prefeitura vão atuar durante toda a madrugada liberar as regiões com maiores problemas.
Crivella pediu ainda que a população evite ir até a Zona Sul da cidade nesta terça. O prefeito informou ainda que a Avenida Niemeyer, fechada após o temporal e a queda de novo trecho da ciclovia, deve seguir interditada.
Por volta das 22h, um trecho da ciclovia Tim Maia caiu. Foi o quarto desabamento desde que ela foi inaugurada, em 2016. No primeiro, em abril do mesmo ano, duas pessoas morreram quando uma onda destruiu a via durante uma ressaca.
Em fevereiro do ano passado, em outro trecho, próximo ao túnel que liga São Conrado à Barra, também houve um desabamento. Em fevereiro deste ano, outra queda parcial, desta vez sem vítimas, durante outro temporal no Rio.
A queda desta segunda ocorreu quando a Avenida Niemeyer já estava fechada devido ao risco de deslizamentos. O procedimento tem sido realizado desde que duas pessoas morreram na via no temporal de 7 de fevereiro.
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Av. Maracanã, na Zona Norte, em frente ao Shopping Tijuca — Foto: Reprodução Redes Sociais
O estágio de crise é o terceiro nível em uma escala de três e significa "previsão de chuva forte, ocasionalmente muito forte nas próximas horas, podendo causar múltiplos alagamentos e deslizamentos, e transtornos generalizados em uma ou mais regiões da cidade". Nesta situação as equipes emergenciais da Prefeitura já estão atuando.
A prefeitura recomenda que a população tome as seguintes ações preventivas:
Mín. 22° Máx. 37°