“Embora os autos ainda não tenham sido enviados ao Ministério Público Federal, há notícias do cumprimento – no âmbito do inquérito – de medidas cautelares sujeitas à reserva de jurisdição sem atuação do titular da ação penal (MP), para avaliação dos parâmetros legais da medida ou em cumprimento ao controle externo da atividade policial”, afirma a PGR.
Nesta terça-feira, a Polícia Federal cumpriu sete mandados de buscadeterminados pelo ministro Alexandre de Moraes, atribuído por Toffoli como relator do caso. Os pedidos foram direcionados à pessoas que, nas redes sociais, se manifestaram contra o STF, incluindo o general da reserva Paulo Chagas que, no ano passado, foi candidato a governador do Distrito Federal alinhado ao presidente Jair Bolsonaro (PSL).
O efeito prático da decisão de Raquel Dodge é que nenhuma prova obtida durante as diligências realizadas nesta terça terá validade como prova no momento em que o MPF tiver que decidir se oferece denúncia ou se pede o arquivamento das acusações. A procuradora-geral também ressalta que para responder a processo no STF, acusados devem ter foro privilegiado – e o inquérito aberto por Toffoli e relatado por Moraes, diz ela, sequer informa quem são investigados.
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