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Prefeitura de SP interdita Ponte do Jaguaré

22/06/2019 às 12h32
Por: Tribuna Popular
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A Ponte do Jaguaré, na Marginal do Pinheiros, zona oeste de São Paulo, vai ficar interditada ao menos até segunda-feira após um incêndio atingir nesta sexta-feira, 21,  a parte inferior da estrutura. Uma vistoria contratada em caráter emergencial vai definir se a estrutura poderá ser reaberta.

Técnicos avaliam se a área pode ser liberada neste sábado para pedestres e ciclistas. Por enquanto, a alternativa mais próxima para cruzar o rio é pela Ponte Cidade Universitária. O trânsito ficou lento nas imediações pela manhã — da Ponte do Jaguaré ao Cebolão, o congestionamento chegou a 9,5 km, embora o fluxo de veículos fosse menor, por causa do feriadão. Doze linhas de ônibus foram alteradas.

O local constava na lista, de 2007, de 73 viadutos e pontes que precisavam de laudo estrutural. A relação de obras com problemas fazia parte do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) entre Município e Ministério Público Estadual (MPE) para reparos de pontes. Segundo o prefeito Bruno Covas (PSDB), vistoria feita em fevereiro não indicou a necessidade emergencial de obras ou indícios de risco de incêndio.

Desde que um viaduto cedeu perto do Parque Villa-Lobos, em novembro, a prefeitura tem corrido para contratar vistorias e fazer reparos. Relatório de 2017 do Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva apontou que dezenas de viadutos e pontes têm problemas, como fissuras e infiltrações. Em março, o MPE propôs ação na Justiça para limitar o acesso às áreas com risco.






 

Segundo a Defesa Civil, barracos de madeira de 215 pessoas foram danificados e não houve vítimas. O local do incêndio nesta sexta, no sentido Interlagos, fica perto da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp). A pista local foi bloqueada e seria liberada à noite após limpeza. A pista expressa operou normalmente ao longo do dia.

As autoridades apuram a origem do fogo. O socorro foi acionado às 6 horas. “Quando chegamos, havia gente tentando tirar pertences, mas ninguém estava no ponto principal (do incêndio)”, disse o capitão dos Bombeiros Marcos Nogueira.

Com a filha de 3 meses no colo, o borracheiro Maurício Cavalcante, de 41 anos, foi avisado pelo primo sobre o fogo. A mulher dele, Diana Cristina, de 30 anos, também saiu correndo. “Peguei a bolsa da minha filha, mas perdemos tudo. Só sinto por não ter pegado as fraldas dela. Tinha uns dez pacotes.”

Às 8 horas, as chamas foram controladas e era possível ver madeiras e veículos antigos na área do incêndio. Denúncias apontam que o local é de descarte irregular de lixo.

À tarde, moradores se recusavam a sair da área. “Há dois anos aconteceu um incêndio igual a esse. Vieram aqui, prometeram aluguel social, mas nada foi resolvido. Só sairemos quando o prefeito vier falar com a gente. Do contrário, fechamos a marginal”, disse o morador Alexandre Pacheco, 46 anos. A ocupação sob a ponte existe há mais de dez anos.

*Com Estadão Conteúdo

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