Os partidos com tempo e recurso, mas desvalorizados na corrida para a eleição do próximo ano, podem ganhar força com as novas pré-candidaturas lançadas em Mato Grosso do Sul.
Até alguns meses atrás, o ex-governador Reinaldo Azambuja (PL) falava em lançar uma coligação com apenas quatro partidos, o que excluiria várias siglas aliadas. A decisão tinha como base a economia e dificuldade para montar chapa.
O anúncio desagradou lideranças de vários partidos, mas não provocou reações porque muitos não tinham pré-candidatos interessados em concorrerem ao Governo e, mais que isso, com chance de vencer.
Agora, os partidos têm interessados na disputa para o governo, o que podem faze-los cobrarem a fatura do grupo governista. Tudo mudou depois que os deputados João Henrique Catan (PL) e Marcos Pollon (PL) anunciaram interesse em concorrerem ao Governo do Estado.
A dupla já ronda partidos que têm tempo e dinheiro e pode fazer essas siglas apertarem o grupo liderado por Reinaldo e Riedel. Hoje, Republicanos, PSD e MDB não estão garantidos no grupo político. Os partidos têm um tempo considerável na propaganda e de recurso para campanha, mas vivem na dependência do grupo governista.
A possibilidade de abrigar um dos candidatos pode fazer esses partidos cobrarem a fatura de Riedel e Reinaldo e mexerem no jogo para a eleição do próximo ano. Riedel e Reinaldo têm PL e PP como preferidos e avaliam quais os outros dois que serão aproveitados.
Com os anúncios de Pollon e Contar, o grupo passa a ter concorrente e precisará repensar a estratégia de se dar ao luxo de dispensar siglas com tempo e dinheiro. Se os partidos cobrarem a fatura, o grupo governista terá que gastar mais para investir em candidaturas a deputado.
O MDB, por exemplo, prometeu não lançar André Puccinelli como candidato, mas aguarda o que o grupo governista oferecerá. Já o Republicanos tem um acordo prévio com Reinaldo de apoio. No caso do PSD, a conversa é entre Riedel e Kassab. O governador prometeu cuidar do partido no Estado.