Em uma das compras, conforme o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), o bolsonarista confundiu o crédito com débito e deixou a conta do assessor no vermelho.
O detalhe consta da ação penal protocolada pelo Ministério Público Estadual contra o deputado e mais 19 pessoas, inclusive o pai, Roberto Razuk, e os irmãos Rafael Godoy Razuk e Jorge Razuk Neto.
A quebra do sigilo telemático mostra diálogo entre o assessor e o deputado. Marquinhos envia cópia do saldo bancário, que ficou negativo em R$ 230 no início de fevereiro do ano passado e questiona o chefe sobre o valor utilizado. “Débito é foda hein”, questionou.
O parlamentar respondeu que confundiu. “Aff + dou” reage. “Era crédito”, justifica-se. Em seguida, Neno tenta encontrar o responsável pelo gasto, alegando que outros funcionários informaram que não usaram o cartão de débito do funcionário e que ele também não teria usado.
“Marquinhos, ela garante que não foi, e eu também não fui”, pontua. “Eu não estou entendendo isso”, ressaltou. Em seguida, ele diz que apenas usou para comprar gelo em uma conveniência, em um restaurante e para pagar a piscina.
A denúncia foi protocolada no início de dezembro do ano passado na 4ª Vara Criminal de Campo Grande e aguarda análise do juiz José Henrique Kaster Franco. As revelações constam da 4ª fase da Operação Successione.