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Acesso a serviços saúde deve ser estratégico após os 50 anos
Com o avanço do envelhecimento e a inflação médica em alta, famílias podem buscar alternativas mais acessíveis para manter cuidados contínuos
14/01/2026 12h47
Por: Tribuna Popular Fonte: Agência Dino

Em 2022, o Brasil registrou mais de 22 milhões de pessoas com 65 anos ou mais, o que representa 10,9% da população, um crescimento de 57,4% em relação a 2010, quando havia mais de 14 milhões de idosos, equivalentes a 7,4% dos habitantes. Os dados fazem parte do levantamento do Censo Demográfico 2022, publicado no site do GOV, que apresenta a distribuição da população por idade e sexo. 

Vinícius Chaves de Mello, CEO do Grupo Riopae, ressalta que o país envelhece rapidamente enquanto as despesas com saúde seguem muito acima da inflação oficial. Para ele, o modelo que prioriza a ação apenas após o surgimento de doenças já não se sustenta para as famílias brasileiras.

“Temos percebido que o orçamento familiar está sendo reorganizado: os filhos e netos, muitas vezes, compõem a renda para custear o cuidado dos mais velhos. A organização financeira migrou do ‘pagar para remediar’ para o ‘investir para manter a estabilidade’. As famílias buscam modelos inteligentes onde um custo fixo mensal baixo garanta acesso a descontos massivos no dia a dia, pois pagar preço de balcão em farmácia ou consultas particulares tornou-se inviável”, detalha.

O profissional também destaca que, para o público acima dos 50 anos, doenças crônicas como hipertensão e diabetes, são as mais críticas. Segundo ele, a prevenção é essencial porque o custo financeiro e emocional de tratar complicações como AVC ou quedas graves é muito maior do que o da manutenção preventiva.

“A prevenção garante que essa pessoa continue ativa na sociedade e na família, em vez de se tornar dependente precocemente. Facilitar o acesso a exames de rotina e telemedicina é a chave para esse monitoramento contínuo”, analisa.

Alta demanda por equipamentos de convalescença

Nos últimos anos, conforme ressalta o especialista, houve um aumento expressivo na demanda por equipamentos de convalescença, impulsionado pela tendência de desospitalização. Segundo ele, famílias e médicos têm preferido que a recuperação ocorra no conforto do lar (Home Care), o que exige estrutura adequada.

Itens como cadeiras de rodas, cadeiras de banho, muletas, andadores e camas hospitalares estão entre os produtos mais procurados, aponta Vinícius.

“O problema é que comprar esses itens é algo muito caro e, muitas vezes, o uso é temporário. Por isso, modelos que oferecem o empréstimo desses equipamentos como benefício tornaram-se vitais, retirando um peso enorme das costas do cuidador e do bolso da família”, afirma. 

Planos impulsionam novas alternativas

O CEO do Grupo Riopae acrescenta que os planos de saúde tradicionais podem se tornar financeiramente inviáveis para quem ultrapassa os 50 anos. Nesse cenário, programas de benefícios e modelos por assinatura despontam como opções mais democráticas.

“Eles funcionam como uma proteção contra a inflação médica. Quando uma família consegue até 90% de desconto em um medicamento de uso contínuo, pagar menos em uma consulta de especialidade complexa, ou ainda ter atendimento via telemedicina, ela recupera poder de compra. É a democratização do acesso à saúde suplementar”, detalha.

Nesse contexto, Vinícius destaca que o Riopae se posiciona como um hub de assistência familiar com estrutura de serviços:

“O maior medo de uma família é o gasto inesperado, seja um falecimento, uma doença súbita ou a necessidade de um equipamento caro. Ao transformar custos variáveis em uma mensalidade fixa,  queremos permitir que as famílias planejem o futuro com segurança”, finaliza o CEO.