
Soraya rompeu com Jair Bolsonaro e com aliados dele e agora classifica os antigos apoiadores como seita, por não aceitarem crítica ao líder maior. Ela deixa claro, inclusive, que não fará campanha para nenhum candidato apoiado por Bolsonaro.
As declarações e postura contra Jair Bolsonaro fazem Soraya ser chamada de traidora pelo grupo onde concentra grande parte dos eleitores dela em 2018. Ciente de que terá dificuldade com esse eleitorado, Soraya está apostando as fichas no público que era adversária em 2018 e tem investido boa parte dos recursos do mandato na agricultura familiar, favorecendo indígenas, assentados, entre outros.
Soraya atrai um público geralmente ligado ao PT e também tem agradado a militância petista pela atuação contra Jair Bolsonaro, o que tem lhe colocado como possível opção da esquerda para o segundo voto para o Senado em Mato Grosso do Sul.
Pessoas próximas à senadora já apostam no apadrinhamento de Lula e falam até em Soraya como 01 de Lula, em caso de desistência de Vander Loubet (PT), que hoje é pré-candidato do PT.
Ciente de que Simone Tebet (MDB) pode concorrer em São Paulo, Vander declarou à reportagem que procura um segundo candidato ao Senado para o que classifica como “campo democrático” e colocou Soraya e Nelsinho Trad (PSD) como opções para o segundo voto no Senado.
Nelsinho não deve participar da aliança, mesmo com o irmão, Fábio Trad, pré-candidato ao governo pelo PT. Ele deve ser obrigado a apoiar Eduardo Riedel (PP) para o governo e Ratinho Júnior (PSD) para o Governo, ambos contra o PT.
Soraya está livre para se aliar com o PT porque não está nos planos de Riedel e Reinaldo Azambuja para o Mato Grosso do Sul. Embora a direita seja maioria no eleitorado do Estado, Soraya pode ganhar um padrinho que disputa a presidência com a máquina na mão, o que pode fazer a diferença em uma eleição com promessa de briga acirrada pelas duas vagas ao Senado.
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