
O presidente estadual do PSD, senador Nelsinho Trad, não poderá construir uma candidatura própria para o Governo do Estado em Mato Grosso do Sul.
Nelsinho pode ser excluído da coligação liderada por Eduardo Riedel (PP), mas será obrigado a atender uma determinação do presidente nacional do partido, Gilberto Kassab (PSD), para apoio ao atual governador.
Nelsinho chegou a conversar com o deputado João Henrique Catan (PL) sobre possibilidade de candidatura própria e não descartou, mas foi desautorizado por Kassab.
Neste fim de semana, Kassab voltou a ordenar a Nelsinho que apoie Eduardo Riedel, mesmo fora da coligação. O presidente nacional tenta emplacar a candidatura de Ratinho Júnior (PSD) para presidência e sonha em uma aliança com Riedel.
A ordem de Kassab impede Nelsinho de apoiar, formalmente, até o irmão dele, Fábio Trad, que concorrerá ao governo pelo PT. É essa, inclusive, a justificativa dada por Reinaldo Azambuja ao relatar dificuldade para ter Nelsinho na coligação de Riedel.
Em 2022, Nelsinho apoiou o outro irmão dele, Marquinhos Trad, no primeiro turno. No segundo, apoiou Riedel, mesmo após campanha pesada contra o irmão dele, que virou até caso de polícia.
O PSD tem o vice-governador Barbosinha, que não era do partido quando foi eleito, e Pedrossian Neto, hoje vice-líder de Riedel na Assembleia. O partido não tem deputado federal e terá dificuldade para construir uma chapa sem apoio de Riedel, hoje compromissado em atender o PL, PP e Republicanos.
O presidente estadual do PT, Vander Loubet, chegou a listar Nelsinho como possibilidade para uma dobradinha no Estado, mas os posicionamentos bolsonaristas do senador devem atrapalhar a união, mesmo com o irmão dele candidato no partido. A reportagem indagou Nelsinho sobre a possibilidade de uma campanha contra o irmão, mas ele não respondeu até a publicação da matéria.
Mín. 21° Máx. 31°