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Início do ano aumenta interesse pela Filosofia como desenvolvimento humano
Segundo a Organização Nova Acrópole, em janeiro cresce o número de pessoas que buscam na Filosofia um instrumento para encontrar sentido de vida. E...
21/01/2026 09h11
Por: Tribuna Popular Fonte: Agência Dino

Janeiro marca não apenas o retorno das férias, mas também o período em que muitas pessoas traçam metas e planos para o novo ano. Para além dos objetivos materiais, a Nova Acrópole — organização de escolas de filosofia com atuação em cultura e voluntariado — observa um crescimento na busca pela Filosofia como caminho de realização pessoal e de exercício prático de valores voltados à formação de seres humanos melhores.

A expansão das escolas de Filosofia Nova Acrópole é um exemplo dessa procura. São mais de cem sedes distribuídas em todas as regiões. No Acre, último estado no Brasil que ainda não tinha escola, para a primeira aula inaugural prevista para o início deste ano, mais de 150 pessoas já se inscreveram na lista de espera.

A filósofa Lúcia Helena Galvão, professora voluntária da Nova Acrópole há 38 anos, explica que a Filosofia não é algo distante, muito abstrato, intelectual, preso a livros antigos e discussões que não dizem respeito à vida prática. Ao contrário, ela pondera que a filosofia nasce da necessidade humana de viver melhor, compreender o sentido da existência, agir com mais lucidez e ter uma vida mais feliz e realizada. "Não é luxo intelectual, é um exercício diário de perguntar a si mesmo o que merece meu tempo, minha energia, minha atenção, qual ser humano quero ser", esclarece.

Para adultos, o Curso de Filosofia para Viver tem duração média de cinco meses e, para se matricular, não há pré-requisito quanto à escolaridade. As aulas são presenciais, uma vez por semana, e o programa, validado em mais de 50 países, apresenta conteúdos que abrangem tradições filosóficas orientais e ocidentais, com linguagem acessível e atual.

Já para adolescentes e jovens, a partir de 14 anos, o curso tem uma linguagem ainda mais adaptada, com diálogos e atividades artísticas, esportivas, ecológicas, sociais e de defesa civil. Entre as habilidades trabalhadas, por exemplo, estão técnicas de estudo, oratória, administração do tempo, gestão de relacionamentos e resolução de conflitos. "O objetivo é despertar nos jovens a consciência de seu papel no mundo, incentivando a responsabilidade social", compartilha Jéssica Medeiros, responsável pelo Programa Janos da Nova Acrópole na região de Morro Branco em Natal-RN.

A Nova Acrópole é uma rede de escolas de filosofia dedicada ao cultivo da cultura e à prática do voluntariado. Todas são centros culturais que oferecem, além do curso de filosofia, atividades para as regiões onde estão. Em todos os estados e países, por exemplo, eventos de grande porte são organizados ao longo do ano, como as Semanas da Terra, da Arte e da Filosofia. A cada período, um tema movimenta as reflexões. Para 2026, "Ciência e a Filosofia" será a abordagem das atividades.

"Os grandes filósofos não queriam formar especialistas em conceitos. Sócrates não escrevia livros, ele caminhava pelas ruas ajudando as pessoas a pensarem melhor sobre suas próprias vidas. Marco Aurélio governava um império, lembrando a si mesmo todos os dias que não poderia governar o mundo se não governasse em primeiro lugar a sua própria alma", cita a Profa. Lúcia Helena, argumentando que filosofar é aprender a escolher melhor, é ter um sentido de vida, escolher onde se quer chegar, encontrar serenidade em meio ao caos, transformar conhecimento em caráter e caráter em ação. "Não controlamos tudo o que nos acontece, mas somos sempre responsáveis pela maneira que respondemos às circunstâncias da nossa vida", reforça.

Informações sobre a Nova Acrópole estão disponíveis no site acropole.org.br.