Em meio à crescente confiança dos brasileiros nos serviços oferecidos pelas fintechs, o segmento segue transformando o sistema financeiro brasileiro ao modernizar produtos e serviços, promover a inclusão financeira e estimular a competição. Prova disso é que somente as empresas voltadas à concessão de crédito, de acordo com a Pesquisa Fintechs de Crédito Digital 2025, realizada pela Associação Brasileira de Crédito Digital (ABCD) e pela PwC Brasil, emprestaram R$ 35,5 bilhões em 2024, montante 68% maior do que o ano anterior.
Ainda segundo o estudo, que analisou a operação de 44 fintechs brasileiras durante o ano retrasado, o número de clientes das fintechs de crédito superou 67,5 milhões de pessoas físicas no período. Nos últimos dez anos, período em que as empresas do segmento começaram a ganhar tração e foram gradativamente amadurecendo suas operações.
"E é importante ressaltar que a maior parte dos clientes das fintechs só conseguiu acessar produtos financeiros pela primeira vez graças a opções mais adequadas à sua realidade. Essa mudança permitiu que brasileiros que ganham de um a três salários mínimos ou micro e pequenas empresas, perfis que historicamente enfrentavam uma série de entraves nas instituições financeiras tradicionais, pudessem usufruir de serviços até então fora de alcance", pontua Claudia Amira, diretora-executiva da Associação Brasileira de Crédito Digital (ABCD).
A executiva destaca ainda que a chegada de novos players e o desenvolvimento de soluções disruptivas apoiadas no uso massivo de tecnologias resultou em um aumento relevante da competitividade, o que impactou as taxas de juros e a qualidade dos serviços oferecidos. "Nosso estudo anual detectou que em quatro das principais categorias de crédito para pessoas físicas — rotativo do cartão de crédito, parcelado do cartão, crédito pessoal não consignado e aquisição de veículos —, as fintechs ofereceram taxas de juros menores do que a média do mercado financeiro tradicional em 2024", afirma Claudia.
Segundo o estudo, entre os principais benefícios que as fintechs trouxeram para os brasileiros na última década, destacam-se:
Na avaliação da diretora-executiva da ABCD, a tendência é que as fintechs sigam ampliando sua participação no mercado e beneficiando mais brasileiros, uma vez que são instituições em conformidade com as normas estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e supervisionadas pelo Banco Central. "Além disso, seguem normas rigorosas de governança corporativa, gestão de riscos e compliance, assegurando a confiança de seus milhares de atuais e potenciais clientes", finaliza.
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