A ministra se reúne com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta semana para decidir o futuro político e tem grandes chances de deixar o MDB para concorrer em São Paulo, seja ao Governo ou Senado.
Simone precisará deixar a sigla porque o MDB de São Paulo já fechou parceria com Tarcísio de Freitas (Republicanos) para o Governo do Estado e não aceitaria trocar de lado.
“O partido em SP está alinhado com o projeto de reeleição do Tarcísio. Então, ela não teria espaço para disputar uma majoritária por lá pelo MDB. A saída pode ser o caminho natural”, confirmou Carlos Marun, um dos líderes do MDB no Estado.
Lula quer Simone concorrendo e São Paulo e para isso ela precisaria trocar de sigla, ainda que não queira. O caminho mais provável é o PSB, que hoje ocupa a vice-presidência, com Geraldo Alckmin.
Simone resiste em deixar o partido onde está filiada há quase trinta anos e que também foi do pai dela, senador Ramez Tebet, mas pode continuar tendo laços no partido.
O esposo de Simone, Eduardo Rocha, quer concorrer a uma das vagas de deputado estadual, mas não acompanhará a ministra. Se de um lado Simone ouvirá e obedecerá Lula, do outro o esposo acatará o pedido do governador Eduardo Riedel (PP).
“Pergunta para o governador Eduardo Riedel. Ele que sabe”, respondeu Rocha ao ser questionado se acompanhará a esposa na saída do MDB.
Rocha foi chefe da Casa Civil de Riedel e saiu no mês passado para cuidar da pré-candidatura a deputado. Ele apoiará a reeleição de Riedel, assim como Simone, que nunca escondeu a simpatia pelo atual governador.
A ida de Simone para o PSB e São Paulo, inclusive, a livrará de um impasse em Mato Grosso do Sul, onde petistas já informaram que se for candidata em Mato Grosso do Sul e apoiar Riedel, será “duramente combatida” por petistas.