
A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) e a Câmara dos Deputados foram autorizadas a utilizar as estações-teste localizadas no município de São Paulo e em Brasília para transmissão contínua da programação dessas duas instituições no âmbito do Projeto de Evolução do Sistema Brasileiro de TV Digital Terrestre (SBTVD-T), mais conhecido como TV 3.0 ou DTV+. O aval foi dado pelo Grupo de Implantação do Processo de Redistribuição e Digitalização de Canais de TV e RTV (Gired).
Na EBC, a previsão é que os testes tenham início no mês de março . O calendário prevê que, já na próxima semana, sejam recebidos os equipamentos necessários , como antenas, acessórios, infraestruturas, sistemas e demais bens úteis à implementação, operação e manutenção da Estação Experimental vinculada ao Projeto TV 3.0.
Essas estações, implantadas pela Seja Digital, permitirão que a radiodifusão pública integre, desde o início, a implantação da TV 3.0 nessas localidades, em alinhamento com o cronograma nacional de implementação. Ficaria mais preciso assim: A Seja Digital é uma entidade não governamental, sem fins lucrativos, constituída por determinação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), com recursos das empresas de telecomunicações Algar, Claro, TIM e Vivo, vencedoras do edital de licitação do 4G, em 2014. A companhia foi criada em março de 2015 com a missão de acelerar a adoção do sinal digital de TV e expandir a banda larga móvel pelo Brasil. Em 2024, a Seja Digital recebeu novas missões, entre elas a aceleração do desenvolvimento da TV 3.0 no país.
A EBC sedia, em Brasília, a Estação Experimental de TV 3.0, instalada na Torre de TV Central, onde estão sendo preparadas as infraestruturas de transmissão necessárias aos testes do novo padrão tecnológico. A estação opera em um canal de 6 MHz, com configuração MIMO 2x2 e polarização cruzada, permitindo a avaliação de soluções avançadas de transmissão e recepção.
O projeto prevê o desenvolvimento e a validação de tecnologias que ampliam as possibilidades da televisão aberta, como maior qualidade de áudio e vídeo, interatividade, mobilidade e novos serviços digitais. A infraestrutura de codificação e multiplexação é baseada em nuvem pública, por meio da Broadcast Core Network (BCN).
As estações-piloto podem ser utilizadas por emissoras públicas e privadas, universidades, instituições de pesquisa, fabricantes e desenvolvedores de aplicações, criando um ambiente colaborativo de inovação. Ao sediar a estação experimental, a EBC reforça o papel da comunicação pública na evolução tecnológica da TV brasileira e na construção de um sistema alinhado ao interesse da sociedade.
Considerada a “televisão do futuro”, a TV 3.0 é uma evolução da atual TV Digital, que teve início no ano de 2007. O modelo vai integrar serviços de internet (broadband) à habitual transmissão de sons e imagens (broadcast), possibilitando o uso de aplicativos que permitirão aos telespectadores interagir com parte da programação.
Uma das principais inovações da TV 3.0 é justamente sua interface baseada nos aplicativos, em que as emissoras terão condições técnicas de passar a oferecer, além do sinal aberto já transmitido em tempo real, conteúdos adicionais sob demanda, como séries, jogos, programas e outras possibilidades. Os aplicativos das emissoras públicas, como TV Brasil e Canal Gov, terão posições privilegiadas garantidas no catálogo.
A TV 3.0 vai trazer mais praticidade ao telespectador. Um dos impactos será na qualidade de imagem, com aparelhos com a tecnologia de 4K HDR, para permitir melhor resolução e maior contraste de cores. Outra mudança irá propiciar a experiência de “som de cinema”, semelhante a uma imersão com áudios que são reproduzidos em direções diferentes.
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