Em entrevista ao Jornal Estadão, a ministra disse que colocou o destino nas mãos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Eu me coloquei à disposição do presidente. Como havia essas discussões, ‘vai ser candidata ao Senado, vai ser candidata ao governo, vai ser candidata no Mato Grosso do Sul, vai ser candidata por São Paulo’, eu deixei claro para o presidente: eu vou deixar a minha vontade pessoal de lado, e só ele sabe qual é, para atender a um projeto político de país”, declarou Simone.
A ministra disse ainda que o presidente não disse onde ela concorrerá. Ele não me disse onde eu tenho que jogar nesse tabuleiro eleitoral. Ele apenas disse: você é importante, vou precisar de você, vou ter outras conversas e depois a gente volta a conversar. Vamos decidir ainda antes do carnaval”, afirmou.
Simone precisa decidir antes do dia 4 de abril, quando encerra o prazo para trocar de partido ou de domicílio eleitoral. Se for candidata em Mato Grosso do Sul, ela poderá ficar no MDB, porque tem legenda garantida. Caso dispute em São Paulo, terá que trocar de partido até abril.
O MDB não pretende apoiar a candidatura de Simone em São Paulo, porque defende Tarcísio de Freitas (Republicanos). Caso decida concorrer em São Paulo, Simone terá que mudar de partido e o destino mais provável é o PSB.
Há possibilidade de Simone disputar o Governo do Estado, caso Fernando Haddad (PT) mantenha a decisão de não disputar a eleição em outubro.