Em novembro de 2025, o Ministério da Saúde iniciou a distribuição do contraceptivo hormonal subcutâneo Implanon para Mato Grosso do Sul, ampliando a oferta do método que já era disponibilizado pelo Estado desde 2009, de forma pioneira no país. Atualmente, 70 municípios sul-mato-grossenses contam com rede municipal de saúde estruturada para a oferta do Implanon e de outros Larcs (métodos contraceptivos de longa duração).
Em 2025, a SES (Secretaria de Estado de Saúde) distribuiu 4.154 unidades do implante subdérmico aos municípios considerados aptos para ofertar o método. Essa definição leva em consideração critérios como a existência de profissionais capacitados para a inserção e retirada do implante, a disponibilidade de materiais adequados e a presença de fluxos assistenciais organizados e oficialmente publicados.
Segundo a SES, os municípios que ainda não possuem rede municipal de saúde estruturada para a oferta de métodos contraceptivos de longa duração estão em processo de adequação, com a organização de fluxos assistenciais, capacitação de profissionais e aquisição dos insumos necessários para os atendimentos.
São eles: Anaurilândia, Bodoquena, Dois Irmãos do Buriti, Guia Lopes da Laguna, Ladário, Naviraí, Pedro Gomes, Rio Verde de Mato Grosso e Terenos.
Nos municípios habilitados, o Implanon pode ser disponibilizado em diferentes pontos da Rede de Atenção à Saúde, não se restringindo às UBSs (Unidades Básicas de Saúde).
Ou seja, a oferta também pode ocorrer em Centros de Saúde da Mulher, Centros de Especialidades Médicas, ambulatórios especializados e hospitais, conforme a organização local de cada município.
Nestes locais, os procedimentos são executados por médicos e enfermeiros das secretarias municipais de saúde, responsáveis também pelos registros adequados nos atendimentos.
Para acessar o método, a usuária deve procurar uma unidade de saúde de seu município. Lá, os profissionais realizarão acolhimento e orientação, avaliarão a condição clínica, esclarecerão sobre as opções de planejamento reprodutivo e orientarão sobre o fluxo municipal para inserção do método.
Além da quantia garantida pelo Governo do Estado, Mato Grosso do Sul recebeu 5.631 unidades do Implanon na primeira remessa nacional distribuída pelo Ministério da Saúde.
Essa entrega contemplou exclusivamente municípios com mais de 50 mil habitantes, conforme os critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde: Campo Grande, Corumbá, Dourados, Naviraí, Nova Andradina, Ponta Porã e Três Lagoas.
A SES frisa que, com a incorporação do método à política nacional de planejamento reprodutivo e o início da oferta pelo Ministério da Saúde, o Estado segue avaliando, de forma contínua, a necessidade de manter a aquisição com recursos próprios, considerando a ampliação do acesso, a sustentabilidade da oferta e as estratégias de cofinanciamento no SUS.
O Implanon é um pequeno bastão, de aproximadamente 4 centímetros, que se assemelha a um palito de fósforo. Ele é sempre inserido no braço não dominante da mulher, por meio de uma pequena incisão no braço, com anestesia local.
Nele, há um hormônio sintético chamado etonogestrel, um tipo de progesterona bem semelhante ao hormônio natural da mulher. O hormônio é liberado lentamente, o que garante a contracepção por três anos.
Ser reversível é uma das principais vantagens do Implanon: ele não exige manutenção diária como as pílulas, nem anual como os DIUs — cuja eficácia depende de seu posicionamento correto no útero; e a fertilidade retorna rapidamente após a remoção. O contraceptivo faz parte dos métodos chamados Larcs (Métodos Contraceptivos Reversíveis de Longa Duração), assim como os DIUs.
Como qualquer outro método, o Implanon pode ocasionar efeitos colaterais. Por isso, durante sua consulta com ginecologista — e antes de inserir o contraceptivo —, é importante se informar para tomar uma decisão consciente. Cada organismo reagirá de maneiras diferentes.
Por garantir a contracepção por três anos, ele é ideal para as mulheres que têm dificuldade em manter assiduidade no uso da pílula. Também é uma opção para quem não pode usar estrogênio; por exemplo: quem tem enxaqueca com aura, quem já teve trombose ou quem tem náuseas — ou vômitos — com o uso da pílula via oral.
Este também é um método excelente para adolescentes e jovens, pela alta eficácia, fácil colocação e baixa manutenção.
Além disso, ele é um método seguro para mulheres que amamentam, já que não interfere na produção e qualidade do leite, portanto, não traz riscos para o bebê.