Política Política
Adversário de Riedel, PT será excluído e deputado da base ficará na comissão mais importante da Assembleia
Os deputados do Partido dos Trabalhadores (PT) bem que tentaram, mas ficarão fora da comissão mais importante da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, a de Constituição e Justiça
12/02/2026 09h13
Por: Tribuna Popular Fonte: Investiga MS
Foto: Luciana Nassar/Assembleia

No último ano da legislatura, os deputados estão definindo a CCJ e alguém para o lugar de Neno Razuk (PL). Pelo regimento, a vaga ficaria com um dos dois blocos formados na casa, que têm maioria.

Para conseguir uma vaga, é preciso ter pelo menos quatro deputados, caso apenas do PSDB na atual legislatura. Para resolver o problema, os deputados formaram dois blocos com a base de Eduardo Riedel.

Com maioria, esses blocos ficariam com todas as vagas das comissões, mas acabaram abrindo espaço para o PT, por exemplo, que não integra o bloco.

Neste último ano, a principal mudança está na vaga de Neno Razuk, que deixará a CCJ. O PT solicitou a vaga, mas deve ficar fora. Presidente da Assembleia, Gerson Claro (PP) ficou de analisar, mas apenas por uma questão de formalidade, porque já sabe que o PT, hoje adversário, jamais ficará com a vaga na comissão mais importante da Casa.

O escolhido para a missão será o deputado Rinaldo Modesto (Podemos), que terá como companheiros na comissão quatro outros deputados que apoiarão a Riedel na campanha para reeleição: Pedro Caravina (PSDB), Paulo Duarte (PSB), Júnior Mochi (MDB) e Pedrossian Neto (PSD).

A chamada CCJ é a mais cobiçada porque por ela passam todos os projetos que tramitam na Casa, com poder para barra-los antes mesmo de chegarem ao plenário.

No ano passado, o PL ficou com a vaga porque Lucas de Lima se mudou para o partido, o que garantiu uma bancada (quatro deputados). Ele saiu dias depois, mas como Neno pertence a um dos blocões da base, continuou na vaga.