No último ano da legislatura, os deputados estão definindo a CCJ e alguém para o lugar de Neno Razuk (PL). Pelo regimento, a vaga ficaria com um dos dois blocos formados na casa, que têm maioria.
Para conseguir uma vaga, é preciso ter pelo menos quatro deputados, caso apenas do PSDB na atual legislatura. Para resolver o problema, os deputados formaram dois blocos com a base de Eduardo Riedel.
Com maioria, esses blocos ficariam com todas as vagas das comissões, mas acabaram abrindo espaço para o PT, por exemplo, que não integra o bloco.
Neste último ano, a principal mudança está na vaga de Neno Razuk, que deixará a CCJ. O PT solicitou a vaga, mas deve ficar fora. Presidente da Assembleia, Gerson Claro (PP) ficou de analisar, mas apenas por uma questão de formalidade, porque já sabe que o PT, hoje adversário, jamais ficará com a vaga na comissão mais importante da Casa.
O escolhido para a missão será o deputado Rinaldo Modesto (Podemos), que terá como companheiros na comissão quatro outros deputados que apoiarão a Riedel na campanha para reeleição: Pedro Caravina (PSDB), Paulo Duarte (PSB), Júnior Mochi (MDB) e Pedrossian Neto (PSD).
A chamada CCJ é a mais cobiçada porque por ela passam todos os projetos que tramitam na Casa, com poder para barra-los antes mesmo de chegarem ao plenário.
No ano passado, o PL ficou com a vaga porque Lucas de Lima se mudou para o partido, o que garantiu uma bancada (quatro deputados). Ele saiu dias depois, mas como Neno pertence a um dos blocões da base, continuou na vaga.