Tramita na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS) o Projeto de Decreto Legislativo 3/2026 , de autoria do deputado deputado Lidio Lopes (sem partido), que reconhece como Patrimônio Histórico e Cultural do Estado de Mato Grosso do Sul o chapéu rural, símbolo da identidade do povo pantaneiro e da tradição agropecuária do Estado.
Considera-se chapéu rural o chapéu tradicionalmente utilizado por trabalhadores do campo, peões, vaqueiros e demais manifestações culturais ligadas ao cotidiano rural; o chapéu como elemento simbólico de festas, rodeios, provas campeiras e eventos que expressem a cultura pantaneira; o chapéu como representação da história, identidade e patrimônio cultural das comunidades rurais do Estado.
Será de responsabilidade da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS) o registro e inventário do chapéu rural nos Livros de Registro de Bens Imateriais e Patrimônio Cultural; a promoção de ações de preservação, divulgação e educação sobre o chapéu rural e o incentivo a eventos, exposições e atividades culturais que valorizem o chapéu como patrimônio histórico e identitário do Estado.
“O chapéu rural é um ícone cultural do Estado de Mato Grosso do Sul, presente na vida cotidiana do campo, nas festas tradicionais, nos rodeios e nas manifestações culturais pantaneiras. Além de sua função prática de proteção contra o sol e intempéries, o chapéu simboliza a identidade do trabalhador rural, sua história e suas tradições. O reconhecimento como patrimônio histórico e cultural tem o objetivo de valorizar a cultura local, reforçar a identidade do povo pantaneiro, e preservar práticas e saberes associados ao campo, evitando a perda de símbolos culturais significativos; promover a educação e difusão cultural para as futuras gerações; incentivar eventos e manifestações culturais que mantenham viva a tradição do uso do chapéu no cotidiano rural”, justificou o autor da matéria.