
O Delegado-Geral da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, Lupérsio Degerone Lucio, participou, na manhã desta quarta-feira (25), da abertura do 1º Curso de Formação em Justiça e Policiamento Restaurativo — diálogo entre segurança pública e povos originários, realizado emCampo Grande. Promovido pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), em parceria com instituições do sistema de justiça e a Faculdade Insted, o curso reúne profissionais da segurança pública e do Judiciário para debater e capacitar agentes que atuam em comunidades indígenas.
Sobre o evento, o Delegado-Geral destacou a importância da iniciativa para o fortalecimento de políticas públicas voltadas à atuação qualificada das forças de segurança em contextos culturalmente sensíveis, com ênfase no diálogo, na prevenção de conflitos e no respeito às especificidades dos povos originários. A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul está representada no curso por diversos delegados, além de outras categorias policiais, reforçando o compromisso institucional com a capacitação contínua e a adoção de novas metodologias de atuação.
Considerada uma iniciativa inédita, o curso tem como proposta promover a integração entre segurança pública e comunidades indígenas, com base em práticas de policiamento restaurativo adotadas em países como Estados Unidos e Canadá. A formação busca preparar os participantes para atuação em aldeias, com foco na mediação de conflitos, escuta qualificada e construção de soluções conjuntas.
A capacitação conta com especialistas nacionais e internacionais e aborda conteúdos teóricos e práticos, incluindo estudos de caso e desenvolvimento de aplicações voltadas ao contexto profissional dos participantes. Com carga horária de 30 horas, o curso será realizado até o dia 4 de março, no auditório da Faculdade Insted, e deve resultar na implementação de um projeto piloto de policiamento restaurativo em aldeias localizadas nos municípios de Campo Grande, Dourados e Aquidauana.
A proposta integra uma política pública voltada à prevenção de conflitos e ao fortalecimento da relação entre forças de segurança e comunidades indígenas, com base em princípios de responsabilização, reconstrução de vínculos e valorização da diversidade cultural.
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