Sem papas na língua, Valdemar adiantou, por conta própria, em janeiro deste ano, que em Mato Grosso do Sul os escolhidos do grupo político para o Senado seriam Capitão Contar e Reinaldo Azambuja, ambos do PL.
Ao anunciá-los, Valdemar atravessou Reinaldo, que adotava discurso de cautela, afirmando que os escolhidos seriam anunciados após pesquisa e incluía na lista Marcos Pollon (PL), Gianni Nogueira (PL), Gerson Claro (PP) e Nelsinho Trad (PSD).
Tudo caminhava como o planejado por Valdemar, até que Michele Bolsonaro entrou em ação e divulgou um bilhete do esposo, avisando que seu escolhido para o Senado seria Marcos Pollon.
O bilhete surpreendeu o grupo, que em seguida se reuniu com o pré-candidato à presidência, Flavio Bolsonaro, para estancar a crise. Após o encontro, Flávio ratificou a parceria entre o grupo, em apoio a Eduardo Riedel, mas não falou sobre nomes para o Senado.
Após a reunião, Valdemar adotou novo discurso quando o assunto é o Senado em Mato Grosso do Sul. Indagado sobre os escolhidos, Valdemar agora diz que é muito cedo para definir.
“As convenções são de 20 de julho a 5 de agosto. É aí a decisão de quem vai ser candidato”, justificou.