
Quando a chuva aperta, a água encontra seu caminho. E, nas cidades, muitas vezes encontra também ruas despreparadas. Em Mato Grosso do Sul, cenas de vias alagadas, enxurradas que danificam o asfalto e córregos que transbordam têm se repetido em diferentes municípios. Em Campo Grande, Corumbá, Coxim, Aquidauana e Amambai, episódios desse tipo já se tornaram parte do cotidiano durante temporais, expondo um desafio urbano que vai além da meteorologia: o da drenagem das cidades.
Levantamento do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) indica aumento nos registros de eventos hidrológicos na capital sul-mato-grossense. Em 2025 foram 14 ocorrências de alagamentos e enxurradas, número superior ao registrado em 2024, quando houve cinco episódios. A maior parte das ocorrências monitoradas no Estado concentrou-se em Campo Grande.
É nesse contexto que a Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul realiza, no dia 20 de março, no Plenário Júlio Maia, o VII Seminário Estadual da Água. A proposta é discutir caminhos técnicos e experiências de gestão capazes de reduzir alagamentos e tornar as cidades mais resilientes às chuvas intensas.
O seminário integra a Semana Estadual da Água (16 a 23 de março), instituída por lei de autoria do deputado estadual Renato Câmara (MDB), atualmente vice-presidente da Assembleia Legislativa. A iniciativa é organizada pela ALEMS por meio da Frente Parlamentar de Recursos Hídricos, coordenada pelo parlamentar.
Segundo Renato Câmara, o debate busca aproximar conhecimento técnico e gestão pública para enfrentar um problema que se repete em várias cidades do Estado.
“Todos os anos vemos os impactos das chuvas fortes nas cidades, com alagamentos, danos na infraestrutura e transtornos para a população. O seminário reúne especialistas e gestores para discutir soluções que ajudem a melhorar a drenagem urbana e a gestão da água nas cidades”, afirmou.

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