Indignada por ser ignorada no partido, mesmo após promessa de Jair Bolsonaro, Gianni fala em sair, em protesto, mas o esposo, deputado federal Rodolfo Nogueira (PL) não deve abrir mão do fundo eleitoral do partido.
Gianni já conversou com o Partido Novo, chegou a marcar a filiação para o dia 12 de março, em Dourados, mas depois cancelou. Ela não está na preferência do partido para concorrer ao Senado, cargo que deseja, e precisará de uma nova sigla para a disputa.
O Partido Novo abriu as portas para ela, mas a situação não será tão boa quanto no PL. O Novo não tem tempo na propaganda e nem recurso para a campanha, que terá que ser feita via rede social.
Sem dinheiro e tempo, o Novo oferece espaço, mas não as condições desejadas pela maioria dos políticos. É este, inclusive, o motivo que deve fazer Rodolfo não se aventurar com a esposa. Ao contrário do Novo, o PL tem o maior fundo partidário do País, o que garantirá muito dinheiro para a campanha.
Confirmada a saída de Gianni e permanência de Rodolfo, a dupla não poderá percorrer o estado junta em campanha, porque configuraria infidelidade partidária. Oficialmente, Gianni estará em partido de oposição ao atual governo, de Eduardo Riedel, onde Rodolfo estará coligado.
Gianni é citada por Reinaldo Azambuja, o novo presidente do PL no Estado, como uma das possíveis candidatas, mas sabe que não tem a preferência. Segundo Reinaldo, os escolhidos serão definidos por pesquisa e hoje, ela não seria oficializada, seguindo os estudos apresentados até o momento.
Por ter mandato, Rodolfo deve ter um dos maiores investimentos do partido. Além disso, está na cota de candidatos de Bolsonaro e Valdemar da Costa Neto. No PL, são quatro vagas para Bolsonaro e Valdemar e cinco para Reinaldo.
As quatro dos diretores nacionais serão de Rodolfo; Marcos Pollon ou a esposa, Naiane Bitencourt; Tenente Portela, amigo de Bolsonaro e vice-presidente do partido no Estado; e Edson Giroto, amigo do presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto.