A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (18), a Operação Iscariotes, com o objetivo de reprimir a atuação de uma organização criminosa investigada pela prática de crimes de contrabando, descaminho, lavagem de capitais, corrupção passiva, violação de sigilo, e outros ilícitos relacionados ao sistema financeiro nacional.
A investigação revelou a atuação estruturada de um grupo criminoso especializado na importação fraudulenta de grande quantidade de eletrônicos de alto valor agregado, desacompanhados de documentação fiscal e sem a devida regularização perante os órgãos de controle aduaneiro.
“Após o ingresso irregular no país, os produtos eram distribuídos em Campo Grande/MS e em outras unidades da Federação, especialmente no Estado de Minas Gerais, muitas vezes de maneira fracionada em meio a cargas lícitas”, diz nota da PF.
A Polícia Federal relata que a organização criminosa contava ainda com a participação de agentes vinculados a órgãos de segurança pública (aposentados e da ativa), que atuavam desde o fornecimento e monitoramento indevido de informações sigilosas extraídas de sistemas policiais oficiais até o transporte físico das mercadorias, com aparente utilização da função pública para favorecer a atuação do grupo.
“No curso da investigação, foram realizados diversos flagrantes, inclusive envolvendo a atuação direta de policiais”. Entre os presos, Célio Rodrigues Monteiro, o Manga Rosa, e Edivaldo Quevedo da Fonseca.
A polícia cumpriu as seguintes medidas, em 90 ordens judiciais, com participação de 200 policiais:
a) 31 mandados de busca e apreensão;
b) 04 mandados de prisão preventiva;
c) 01 mandado de monitoração eletrônica;
d) 02 afastamentos de funções públicas;
e) 06 Suspensões de porte/posse de arma de fogo;
f) Indisponibilidade de bens de 12 Pessoas Físicas e Jurídicas (40 milhões de reais), incluindo:
i. Sequestro de ao menos 10 imóveis;
ii. Sequestro e apreensão de ao menos 12 veículos;
iii. Suspensão das atividades de 06 pessoas jurídicas.