A vice-prefeita de Dourados, Gianni Nogueira (PL), pode adiar o sonho de disputar uma das vagas no Senado. Após ser anunciada por Jair Bolsonaro (PL) como uma das pré-candidatas, ela amarga uma rejeição entre lideranças nacionais e pode ficar fora da disputa após aviso ao esposo, o deputado Rodolfo Nogueira (PL).
Gianni conversava com o Partido Novo e a filiação já era dada como certa, mas ela interrompeu as conversas. Liderança do Partido Novo em Mato Grosso do Sul deu prazo até 10 de março para a filiação, Gianni pediu para prorrogar e o acordo foi esperar até o dia 14, mas até hoje o presidente estadual, Guto Scarpanti, não foi procurado.
A reportagem apurou que o recuo tem relação com o aviso dado pelo PL nacional e estadual sobre a conduta do casal. Rodolfo foi avisado que, caso a esposa se filie ao Novo para concorrer contra o PL, a situação dele no partido não será das melhores. Resumindo, Rodolfo ouviu que se a esposa sair para ser candidata, ele deverá seguir o mesmo caminho.
A reportagem indagou Gianni sobre esse recado do PL, mas ela não respondeu até a publicação. Sobre o adiamento da decisão de filiação, declarou que tem até o dia 4 de abril. Sobre a falta de diálogo com lideranças do Novo, disse que Guto é presidente estadual, insinuando que estaria dialogando com o diretório nacional.
O PL tem o maior fundo eleitoral entre os partidos do Brasil e Rodolfo tem vaga garantida na disputa pela reeleição. Ele ocupa uma das quatro vagas destinadas a Bolsonaro e Valdemar da Costa Neto, entre as nove disponíveis para disputa de federal no partido. A outra vaga pertence a família Pollon, uma a Tenente Portela e a terceira a Edson Giroto, amigo de Valdemar da Costa Neto.