A votação deste domingo (4) em Mato Grosso do Sul começou com poucos problemas técnicos, mas com um obstáculo vindo do tempo. Uma chuva intensa atingiu as regiões sul e central do estado desde o início da manhã e reduziu a chegada de eleitores aos locais de votação. Na região central de Campo Grande, o volume passou de 30 milímetros entre 7h e 8h40.
Segundo o boletim do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MS) das 8h, dez das 7.272 urnas instaladas apresentaram falhas na abertura. Apenas uma foi substituída, em Costa Rica, onde o visor do equipamento não acendia. Nas demais, os técnicos resolveram o problema no próprio local. Em Campo Grande, três urnas tiveram ocorrências: uma precisou de troca de bateria, outra foi acionada pela bateria interna e uma terceira teve a bobina de impressão da zerésima substituída. Em Dourados e Douradina, dois equipamentos foram reiniciados ou ajustados. Também houve registros em Cassilândia, Bodoquena, Miranda e Naviraí.
O movimento abaixo do normal preocupa por um motivo prático. Cada eleitor vota em seis cargos, o que torna o processo mais demorado, e a votação termina às 16h no estado. Se muita gente deixar o comparecimento para o fim do dia, podem se formar filas nos locais de votação. O cenário lembra o de oito anos atrás, quando seções ainda tinham filas longas no encerramento.
O TRE informou que a chuva não impede a votação e que acompanha as ocorrências com os procedimentos de contingência previstos. Houve registros pontuais de falta de energia em Campo Grande, e a concessionária Energisa foi comunicada. O tribunal lembrou que as urnas têm bateria interna com autonomia de cerca de 12 horas, o que permite continuar votando mesmo sem energia elétrica. Para eventuais substituições, 862 urnas de contingência estão preparadas.
Ao todo, 2.024.884 eleitores estão aptos a votar em Mato Grosso do Sul, sendo cerca de 640 mil em Campo Grande. O estado tem 7.272 seções e cerca de 27,9 mil mesários trabalhando na eleição.