
Depois de o presidente Michel Temer (MDB) informar nesta sexta-feira que solicitaria que o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, investigasse possíveis vazamentos em torno do inquérito dos portos, o ministro acatou a ordem.
“Determinei ao Diretor Geral da Polícia Federal a imediata apuração do possível vazamento ocorrido no curso do inquérito policial que apura fatos relacionados à edição do Decreto 9.048, de 10 maio de 2017, que regula a exploração de portos organizados e de instalações portuárias”, escreve Jungmann, que tem a PF sob seu comando no ministério.
Na manhã desta sexta, ao fazer um pronunciamento para rebater reportagem do jornal Folha de S. Paulo, Temer disse que não deixaria impune os seus acusadores. “Se pensam que atacarão minha honra e da minha família e vão ficar impunes, não ficarão sem resposta”, disse, acrescentando que “sugeriria” a apuração dos “vazamentos” no inquérito dos portos.
Temer é o alvo principal do inquérito. A PF pediu mais 60 dias de prazo para o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF). A corporação suspeita que o presidente possa ter lavado dinheiro que supostamente recebeu como propina em reformas nas casas de familiares e em transações imobiliárias dissimuladas.
“A violação do sigilo profissional pelos responsáveis pela condução dessa ou de qualquer outra investigação é conduta passível de sanção administrativo-disciplinar, cível e penal. Além disso, depõe contra o reconhecido profissionalismo das instituições investigadoras”, escreveu o ministro em nota.
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