
A Volkswagen vai dar férias coletivas de um mês para cerca de mil funcionários da sua maior fábrica no País, em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, onde são produzidos dois dos modelos mais vendidos da marca, o Polo e Virtus.
Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, o primeiro grupo de mil funcionários entrará em férias no dia 21 de agosto. Está prevista a dispensa de outros quatro grupos em quantidade e datas a serem definidos. Procurada, a direção da Volkswagen não quis comentar o assunto.
Dirigentes do sindicato afirmaram que a justificativa para as férias é a queda das vendas no mercado interno e a suspensão de pedidos da Argentina, país que fica com 70% de toda a exportação brasileira de veículos.
Em recente entrevista, o presidente da Volkswagen, Pablo Di Si, afirmou que o mercado vai crescer um pouco menos do que se esperava. “Antes achávamos que as vendas totais do mercado chegariam a algo entre 2,5 milhões e 2,55 milhões de unidades. Agora, esperamos algo entre 2,45 milhões e 2,5 milhões de unidades.”
Segundo ele, o motivo não é só a greve. “A Copa do Mundo também afetou, com o fluxo nas lojas caindo nos primeiros dez dias de julho”. Além disso, disse o executivo, possíveis efeitos da eleição devem chegar durante a campanha, “de forma positiva ou não”. O câmbio também é um ponto de atenção.
Ele citou ainda que a produção destinada à Argentina está sendo compensada com outros países, como Chile e Colômbia. Segundo o executivo, somando todos os destinos, a marca vai exportar cerca de 6 mil veículos a menos do que previa inicialmente.
A Volkswagen é a maior exportadora do setor automotivo e, no ano passado, vendeu 163 mil veículos para diversos países, especialmente da América do Sul.
Mín. 19° Máx. 29°