
Os Estados Unidos começaram a aplicar nesta terça-feira uma série de sanções contra o Irã para punir a economia do país, meses depois da retirada unilateral de Washington do acordo histórico sobre o programa nuclear iraniano assinado em 2015. O presidente iraniano, Hassan Rohani, acusou Washington de “querer lançar uma guerra psicológica contra a nação iraniana e provocar divergências” entre os cidadãos do país.
O presidente americano, Donald Trump, voltou a usar palavras duras a respeito do Irã, país que não tem relações diplomáticas desde 1980 com os EUA, ao mesmo tempo que fez um apelo à negociação. “O regime iraniano tem uma opção, afirmou o presidente americano. “Pode mudar sua atitude ameaçadora e desestabilizadora e se reintegrar à economia mundial ou pode continuar na rota do isolamento econômico”.
“Continuo aberto a alcançar um acordo mais amplo que aborde toda a gama de atividades malignas do regime, incluindo seu programa de mísseis balísticos e seu apoio ao terrorismo”, completou.
A primeira rodada de sanções americana, que entrou em vigor nesta terça-feira às 00H01 de Washington (01H01 de Brasília), inclui bloqueios às transações financeiras e às importações de matérias-primas, além de medidas para impedir as compras no setor automotivo e de aviação comercial.
Em novembro, uma segunda fase de sanções se concentrará no setor de petróleo e gás, assim como no Banco Central. As medidas provavelmente terão graves consequências para a economia iraniana, já castigada por uma elevada taxa de desemprego e pela inflação. A moeda do país, o rial, perdeu quase metade de seu valor desde que Trump anunciou sua decisão.
Trump, que adotou uma atitude muito hostil a respeito do Irã desde que chegou ao poder, quer intensificar a pressão sobre Teerã para que mude de comportamento. Ele critica, entre outras coisas, o apoio do país ao presidente sírio Bashar al-Assad, aos rebeldes huthis no Iêmen e ao movimento palestino Hamas em Gaza.
A chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Federica Mogherini, disse que o bloco, assim como o Reino Unido, a França e a Alemanha, lamentam profundamente a decisão de Washington.
“Estamos determinados a proteger os operadores econômicos europeus que estão envolvidos em negócios legítimos com o Irã”, disse.
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