
O presidente eleito Jair Bolsonaroafirmou nesta segunda-feira (12) que foi o futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, quem escolheu o economista Joaquim Levy para a presidência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Numa entrevista concedida na entrada do condomínio onde mora, no Rio de Janeiro, Bolsonaro acrescentou que "endossa" a indicação de Levy para o cargo.
Mais cedo, nesta segunda-feira, a assessoria de Paulo Guedes anunciou o nome de Levy no BNDES a partir do ano que vem.
"Ele [Guedes] é que está bancando o nome Joaquim Levy. Ele tem um passado com a Dilma, sim, teve 10 meses, tem um passado com o governo Cabral, mas nada tem contra sua conduta profissional. Assim sendo, eu endosso Paulo Guedes. Esse é um ponto pacificado", afirmou.
Joaquim Levy comandou o Ministério da Fazenda no segundo mandato da ex-presidente Dilma Rousseff e a Secretaria do Tesouro Nacional no primeiro mandato do ex-presidente Lula, além da Secretaria de Fazenda do Rio de Janeiro no governo Sérgio Cabral (MDB).
Atualmente diretor do Banco Mundial, em Washington (EUA), Levy também foi diretor da administradora de Investimentos Bradesco Asset Management.
'Nenhum sigilo'
Segundo o presidente eleito, "na primeira semana" do ano que vem "não haverá mais nenhum sigilo no BNDES, nenhum sigilo".
"Eu desconheço muita coisa no BNDES. São números que nós temos que tornar públicos. [...] Eu posso até dizer que não há uma caixa-preta, mas está faltando transparência, nós queremos transparência no BNDES, todos os funcionários querem", afirmou.
Saiba abaixo outros temas abordados por Bolsonaro na entrevista desta segunda-feira:
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