
Enquanto a Santa Casa alega deficit de R$ 3,5 milhões no atendimento de pacientes originários do Sistema Único de Saúde (para o qual recebe R$ 20,3 milhões por mês), as operações voltadas a pacientes particulares, que não chegam à metade dos atendimentos, vai de vento em popa, com “resultados operacionais positivos”.
Maioria das obras realizadas desde 2016 tem os pacientes dos convênios e particulares como os principais destinatários.
Desde então o hospital passou por várias obras de readequação, especialmente para este público, mais exclusivo. Foram reformas, readequações e mudanças estruturais, desde pintura e plantio de jardim, até intervenções no centro cirúrgico.
A Associação Beneficente de Campo Grande (ABCG) fez de tudo um pouco, sem revelar valores gastos com as obras. As alas destinadas a todos os pacientes, ou exclusivamente a usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) receberam atenção bem menor.
O centro cirúrgico passou por reforma na parte hidráulica, elétrica, com mudanças no revestimento das paredes (foram retirados os azulejos e instalada a resina epóxi, que tem alta resistência), além de instalação de pontos de lógica em todas as salas, monitor de TV - para que os exames físicos não entrem no local (papéis e laudos, evitando contaminação) -, sala pré-cirúrgica - evitando que o paciente aguarde no corredor -, e sala de pós-operatório - para desocupar a área cirúrgica rapidamente.
O laboratório do hospital, que era terceirizado desde a intervenção - que durou quase oito anos - foi readquirido e o espaço reformado. Porém, os novos aparelhos instalados no local são consignados. Mas a Santa Casa alega que paga ao fabricante apenas os suprimentos utilizados nas máquinas, sem revelar os custos.
*Correio do Estado
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