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Vídeo: ONU trabalha para salvar cidade síria sitiada da fome

07/01/2016 às 14h18
Por: Tribuna Popular
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O governo da Síria concedeu nesta quinta-feira permissão para a Organização das Nações Unidas (ONU) coordenar a ajuda humanitária a três localidades que se encontram sitiadas, incluindo a cidade de Madaya, perto de Damasco. Madaya está cercada por tropas fiéis ao ditador Bashar Assad e boa parte da população está passando fome. "A ONU se prepara para entregar ajuda humanitária nos próximos dias", informa um breve comunicado das Nações Unidas. Nas outras duas cidades que serão ajudadas, Foah e Kefraya, a população também está resistindo a um cerco debilitante após as tropas sírias cercarem grupos rebeldes que lutam para derrubar Assad. O cerco já dura desde abril.

De acordo com o jornal britânico The Guardian, os moradores estão céticos de que as entregas de suprimentos vão ser suficientes. Madaya, Foah e Kefraya são apenas os exemplos mais recentes de uma estratégia cruel utilizada pelas tropas de Assad: fazer um cerco para impedir a entrada de alimentos e forçar os rebeldes a se entregarem, não se importando com o sofrimento da população civil. Áreas como Ghouta, nos subúrbios de Damasco, e o campo de refugiados de Yarmouk, ao sul da capital, sofrem bloqueios semelhantes.

Ainda não está claro como será a ajuda permitida em Madaya, a cidade mais afetada, onde os adultos e crianças, para sobreviverem, tiveram de comer grama, folhas e "sopa" de água com ervas. Com a escassez de alimentos, um quilo de arroz na cidade chega a custar o equivalente a 250 dólares (ou quase 1.000 reais) - quantia exorbitante e inviável para a maioria da população. A última prestação da ajuda humanitária na cidade foi em outubro, e agora há escassez de tudo, inclusive de leite para as crianças e de produtos médicos básicos, como anti-inflamatórios e analgésicos. Agentes da ONU informam que centenas de pessoas, sobretudo idosos e crianças, já morreram de fome em Madaya.

"Madaya não está à beira de uma catástrofe humanitária, já é uma catástrofe humanitária", disse um agente de saúde. "A visão das ruas é assustadora. Sabemos que as pessoas pensam que estamos exagerando, mas acreditem em mim, é pior do que qualquer exagero", disse o agente ao jornal britânico, temendo se identificar por temer represálias do regime.

A guerra civil na Síria, que matou mais de 220.000 pessoas, já dura quase quatro anos e não há indicações de que o conflito esteja próximo do fim. Os esforços para promover um diálogo entre representantes do regime do ditador Assad estão paralisados. Os protestos contra o regime para tirar Assad do poder se transformaram em uma violenta guerra civil sectária que dividiu ainda mais o país. A oposição síria moderada perdeu espaço com o avanço de diversos grupos extremistas, sendo o Estado Islâmico o mais poderoso deles.

https://youtu.be/ahkxRNAVh_4

 

Fonte: Veja.com

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