
Até alguns anos atrás, uma empresa exclusivamente feminina era quase que inimaginável. O tempo passou, a mentalidade empresarial evoluiu e hoje é possível encontrar quadro de funcionários composto só por mulheres. É o caso de um mercado tradicional na Capital que percebeu melhoria no atendimento com a contratação apenas de mulheres. "A mulher é mais educada, caprichosa e realmente atende melhor", constata José Luis Telles, proprietário do supermercado Telles, na Vila Taquarussu.
Antigo na região, a loja não tinha como objetivo ter somente mulheres trabalhando. A substituição dos empregados do sexo masculino pelo feminino, conta José, aconteceu naturalmente. "Fui percebendo que as mulheres tem maior responsabilidade e, mesmo com tantos afazeres em casa, com a família, ela ainda cumpre corretamente os horários e não falta ao trabalho", compara o dono que revela já ter tido experiências ruins quando os homens eram a maioria dos funcionários. "Eles são mais irresponsáveis e faltam mais", afirma. Atualmente, Telles diz anunciar vagas de emprego na loja já especificando a preferência pelo sexo feminino.
Segundo ele, uma das razões é a melhoria do relacionamento com o cliente. A açougueira Enoir Siqueira Leotério, de 50 anos, explica que a essência acolhedora da mulher se sobressai à praticidade masculina. "A gente pergunta da família para o cliente porque conversamos e acabamos conhecendo um pouco de cada um", diz Enoir que foi contratada há 5 anos. "Acredito que mulheres no mesmo ambiente, ao contrário do que falam, significa mais alegria. Aqui não tem nada de TPM (Tensão Pré-Menstrual), aqui só tem profissionalismo e parceria", afirma.
Aliás, companheirismo no trabalho é, segundo Adriana Maria da Silva, 30 anos, um dos fortes da mulher na empresa. "Eu tenho filho e estudo no período da noite e todas aqui me ajudam para que eu saia a tempo de ir para minha faculdade", conta. Funcionária há 3 anos, Adriana trabalha como desossadora no açougue e assegura que faz a função bem melhor do que homem. "Faço os cortes bem mais feito porque eles usam a força de qualquer jeito", repara. Caixa há 8 anos, Vanessa Lopes da Silva, 33 anos, ressalta que o diferencial da mulher em relação ao homem é a força de vontade e de ajudar o próximo. "O homem sai para a balada e falta no outro dia, mas a mulher pode estar morrendo mas ela se ajeita e vai.
Não tem crise para a mulher", declara. Freguesa há muito tempo, Eclésia Frangiotti, acompanhou as mudanças no supermercado e diz que o quadro exclusivamente feminino tornou o ambiente mais tranquilo e familiar. "Não tem constrangimento. Me sinto em casa e as meninas são muito gentis", afirma.
(Fonte: Diariodigital)
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