
O intelectual Htin Kyaw foi escolhido pelo Parlamento de Mianmar nesta terça-feira para ser o novo presidente do país. Ele será o primeiro civil a assumir o cargo em cinco décadas e deve impulsionar esperadas reformas dentro do país.
A indicação configura um momento histórico, que leva ao governo o partido da veterana opositora e ganhadora do Prêmio Nobel da Paz, Aung San Suu Kyi. Aos 70 anos, Htin Kyaw forma há anos parte do círculo próximo de Suu Kyi e deve assumir o cargo em 1º de abril, para se converter no primeiro presidente de Mianmar eleito democraticamente após mais de meio século de regime militar direto ou indireto.
Ele representará Suu Kyi no governo, já que ela não pode concorrer ao cargo, pois a legislação do país proíbe que alguém que teve filhos com estrangeiros assuma a presidência - Suu Kyi tem dois filhos britânicos. Kyaw foi escolhido, como era esperado, com 360 dos 652 votos, vencendo nomes como Henry Van Thio e Myint Shwe, o último proposto por militares. Os perdedores atuarão como vices.
Histórico - O último pleito na nação antes de novembro, quando a LND conquistou a maioria do Parlamento, ocorreu em 1990 e a coalizão saiu vencedora com 59% dos votos -- o que dava 81% dos assentos no Parlamento. Porém, dias antes das eleições, Suu Kyi, que seria eleita primeira-ministra, foi presa e encaminhada para a prisão domiciliar, onde cumpriu sua "pena" por 15 anos. Em 2010, ela foi libertada diante de uma grande pressão internacional -- especialmente das Nações Unidas (ONU) e dos Estados Unidos -- e assumiu seu primeiro cargo político pós-detenção em 2012, quando se tornou deputada.
(Fonte: Veja.com)
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