
O primeiro-ministro belga, Charles Michel, afirmou nesta terça-feira que "este é um momento negro" para o país, após confirmar que há vários mortos e feridos, alguns em estado grave, nos atentados de Bruxelas. Em um breve comunicado, Michel, mas pediu à população que "neste momento, mais do que nunca", mantenha "a calma" Os atentados ocorreram no aeroporto internacional de Zaventem, próximo a Bruxelas, e na estação de metrô de Maalbeek, no bairro onde estão localizadas várias instituições europeias.
"Vou pedir que todos tenham calma, mas também solidariedade", sustentou, ao mesmo tempo que reconheceu que é preciso "enfrentar essas ameaças unidos e com solidariedade". "Vamos acompanhar a situação minuto a minuto", assegurou. O primeiro-ministro explicou que foram tomadas uma série de medidas de segurança adicionais após elevar ao nível máximo o alerta terrorista em todo o país, como o desdobramento de soldados militares, o reforço do controle nas fronteiras e restrições para o transporte público.
Além disso, Michel disse que a Bélgica está totalmente determinada a responder a esta situação da maneira mais adequada possível e que foi colocado à disposição da população um número de urgência. "Agora a prioridade é tratar as vítimas", sustentou. "O primeiro é avaliar a situação e determinar a identidade de pessoas, se são belgas ou estrangeiras, e ligar para as embaixadas", continuou.
Guerra - O primeiro-ministro francês, Manuel Valls, ressaltou que o país "está em guerra" e que para enfrentar a atual ameaça terrorista é necessária uma maior cooperação."A Europa sofre há vários meses atos de guerra. E perante esta guerra é preciso uma mobilização de todas as instâncias", indicou ao término de uma reunião do gabinete de crise no Palácio do Eliseu. O encontro na sede da Presidência francesa aconteceu após a série de atentados em Bruxelas que deixou pelo menos 28 mortos e dezenas de feridos em duas explosões no aeroporto internacional de Zaventem e em outra em uma estação de metrô do centro da capital europeia. Pouco antes, o ministro francês do Interior, Bernard Cazeneuve, tinha anunciado que o governo decidiu desdobrar 1.600 policiais adicionais destinados a reforçar o controle das fronteiras e as infraestruturas de transporte aéreo, marítimo e ferroviário.
(Fonte: Veja.com)
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