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Economia está mais frágil em 2016 do que em 2015, diz Barbosa

29/03/2016 às 14h23
Por: Tribuna Popular
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O ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, disse nesta terça-feira que o governo está tomando medidas para continuar a reduzir suas despesas obrigatórias, mas argumentou que o ritmo de ajuste fiscal este ano deve ser menor que o de 2015 porque Brasil está em posição mais frágil em 2016.

"Temos que adequar o ritmo de ajuste fiscal à proteção do nível de emprego e renda da população", afirmou, em audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. Barbosa citou a proposta de nova meta fiscal de 2,8 bilhões de reais enviada pelo governo ao Congresso, para dizer que essa nova proposta tem o objetivo de despesas essenciais em um momento de retração da atividade.

"O contingenciamento adicional reduziria o valor de empenho em 2016 a um patamar menor que 2010. Esse é o tamanho do ajuste fiscal. O governo está, sim, fazendo o esforço naquilo que controla", afirmou o ministro. "Mas, se levado a cabo, esse esforço pode acabar prejudicando recuperação da economia brasileira."

Barbosa iniciou a apresentação na CAE avisando que iria mostrar aos parlamentares a estratégia e a lógica das medidas que o governo tem proposto ao Congresso Nacional. "Passamos hoje por um momento de bastante debate político e um momento econômico desafiador. A evolução do debate político pode ajudar na resolução de problemas econômicos e a resolução de problemas econômicos pode ajudar a achar saídas para questões políticas. É uma via de mão dupla", afirmou.

Para o ministro, o principal desafio do país é a estabilização da renda e do emprego, mas é crucial fazer isso de forma consistente com a estabilidade econômica, com o controle da inflação e a estabilidade das contas públicas. "Isso exige medidas de curto prazo e reformas de longo prazo. É preciso de reformas de longo prazo para que recuperação aconteça de forma duradoura", acrescentou.

Após anunciar a redução da meta de superávit primário do governo para este ano para 2,8 bilhões de reais e admitir uma possibilidade de déficit de quase 100 bilhões de reais, Barbosa disse que é preciso absorver eventual frustração de receita sem necessidade de elevar mais impostos e contribuições. "É preciso combinar ações que parecem contraditórias. É preciso combinar iniciativas de curto prazo com reformas de longo prazo", argumentou.

Barbosa citou o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, que na semana passada já havia afirmado na CAE que o balanço de pagamentos brasileiro está tendo um ajuste mais rápido do que era esperado e que há sinais mais rápidos de redução da inflação. "A nossa expectativa é de que o saldo comercial suba para 2,5% do PIB, assim é possível gerar mais empregos e mais renda", avaliou. "A inflação pode terminar 2016 abaixo de 7,3% dependendo do câmbio e da energia", concluiu.

(Com Estadão Conteúdo)

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