
Não há como negar que desde o início da pandemia, o coronavírus se tornou o foco de preocupação da maioria das pessoas no país. Com medo de pegar a forma grave da doença ou até da morte, os campo-grandenses esperaram ansiosos pela vacina e não decepcionaram: mais da metade da população já está imunizada. Contudo, não podemos esquecer que há outras doenças que merecem atenção.
A campanha de vacinação contra a gripe começou em abril e durou pouco mais de quatro meses em Campo Grande. Mesmo com tanto tempo com os imunizantes disponíveis nos postos, muita gente se esqueceu ou simplesmente relevou o fato de que a gripe também pode matar.
A Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) explica que, ao todo, foram aplicadas 199.922 doses da vacina contra Influenza somente no público prioritário da campanha, o que totaliza 79,94% desta população. É importante lembrar que a meta estabelecida pelo Ministério da Saúde é de 90% de vacinados.
A secretaria aponta que, dentro dos grupos alvos, apenas dois conseguiram atingir a cobertura recomendada: as crianças de seis meses a menores de seis anos de idade, com 96,8% do público vacinado, e os idosos, que tiveram 101,73% de cobertura. Outros grupos, que geralmente costumam ultrapassar a meta, não tiveram tanta adesão: os trabalhadores da saúde (88,29%) e os da educação (65,47%).
De olho nas doenças e vacinas que acabaram ‘esquecidas’ pela população, a Sesau já planeja uma campanha para atualizar as cadernetas. Desta vez, o foco será nas crianças e adolescentes.
“Há ainda previsão para início da campanha multivacinação até o final do mês, que será feita para a atualização da caderneta de vacinação de crianças e adolescentes e está incluída a vacina tríplice viral e demais vacinas do calendário infantil”.
A vacina da tríplice viral é uma das mais importantes no calendário infantil e não pode ser esquecida pelos pais. A vacina tríplice viral contém vírus atenuados de caxumba, sarampo e rubéola e é aplicada em bebês de até 1 ano. É opcional o reforço para crianças de até 4 anos e outro reforço para adultos a partir de 20 anos.
A cobertura da vacina tem caído nos últimos anos e, desde 2019, o Brasil perdeu o registro de erradicação do sarampo. Isso mostra o quanto é importante manter a vacinação em dia, já que doenças antes erradicadas têm voltado a circular no país.
O Ministério da Saúde informa que o Calendário Nacional de Vacinação contempla não só as crianças, mas também adolescentes, adultos, idosos, gestantes e povos indígenas. Ao todo, são disponibilizadas 19 vacinas para mais de 20 doenças, cuja proteção inicia ainda nos recém-nascidos, podendo se estender por toda a vida. “Toda a população pode se vacinar gratuitamente nas UBSs (Unidades Básicas de Saúde) de todo o país. Para isso, basta comparecer a um posto de saúde com o cartão de vacinação em mãos”.
Para quem perdeu o cartão de vacinação, a orientação do Ministério da Saúde é procurar o posto de saúde onde recebeu as vacinas para resgatar o histórico de vacinação e fazer a segunda via. A ausência da Caderneta de Vacinação não é um impeditivo para vacinar. Toda pessoa pode ser vacinada nos postos de saúde, onde recebe um registro de controle da vacinação (cartão), podendo atualizar mais tarde a Caderneta.
Outra doença que preocupa os lares dos campo-grandenses é a dengue. Desde o início do ano, Campo Grande registrou 435 casos prováveis de dengue e duas mortes de pacientes idosos. A Capital tem uma baixa incidência de casos, segundo boletim epidemiológico da SES (Secretaria de Estado de Saúde), mas a população não pode descuidar.
Com a chegada da época de chuvas, é preciso ficar atento aos criadouros do mosquito Aedes aegypti. Confira as medidas que podem ser tomadas para evitar o mosquito, que também transmite a zika e chikungunya:
*Midiamax
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