
A FGV (Fundação Getulio Vargas) realizou levantamento a respeito dos produtos e serviços mais comuns na hora de presentear as mães, e constatou que, na comparação com maio do ano passado, os reajustes médios ficaram abaixo da inflação. Nesta sexta-feira (6), as ruas do centro de Campo Grande mostravam um movimento maior, embasado em pessoas que foram às compras para não deixar o 8 de maio passar em branco.
A pesquisa da FGV dividiu os itens em três grupos, costumeiramente líderes de preferência na hora de presentear as mães: presentes para o lar; os “executivos”; e produtos e serviços diversos, incluindo os culturais. “A maioria das sugestões de presentes para as mães subiu em média 6,39%, abaixo da inflação acumulada pelo IPC [Índice de Preços ao Consumidor], que registrou alta de 9,13% entre maio de 2015 e abril de 2016”, afirmou o pesquisador André Braz, da fundação.
As princípais altas registradas na pesquisa foram nos ingressos para espetá- culos teatrais, que subiram 34,48% no período; as bebidas alcoólicas, como o vinho (25,97%); e as passagens aéreas (20,43%). A maior alta, em média, ocorreu no segmento de presentes culturais, chegando a 7,84%. Presentes executivos, que incluem itens como perfumes, acessórios e peças de vestuário, aumentaram 6,29%; enquanto aqueles destinados ao conforto no lar (móveis, eletroeletrônicos e eletrodomésticos) avançaram 2,03%.
Outro fator que ajuda a explicar o preço alto dos presentes –e que pesa no bolso de quem decide homenagear as mães– é a carga tributária sempre maior, já que os itens são considerados supérfluos pelos legisladores. “O brasileiro, em geral, sempre consome nestas datas comemorativas e, com isto, eleva a procura por estes itens. Em virtude da maioria desses produtos ser considerada desnecessária à população, eles têm uma alta carga tributária. O que prejudica o contribuinte de consumir mais e melhor”, afirma Elói Olenike, presidente do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação), entidade que acompanha o avanço do pagamento de impostos em todo o país.
De acordo com o IBPT, os itens mais tributados coincidentemente são produtos muito consumidos pelas mulheres. Entre eles, o perfume importado é o que possui mais tributos (78,99%), seguido da maquiagem importada (69,53%). Na sequência aparecem os produtos nacionais, como perfume (69,13%) e maquiagem –onde 51,41% do preço final representa o pagamento de taxas.
(Fonte: O Estado Online)
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