Segunda, 27 de Abril de 2026
20°C 29°C
Jardim, MS
Publicidade

Governo já fala em 'flexibilizar' medidas fiscais

03/06/2016 às 11h37
Por: Tribuna Popular
Compartilhe:
 -
-

A equipe econômica do presidente em exercício Michel Temer nem sequer mandou ao Congresso o projeto que estabelece o teto de gastos públicos - tendo como limite a inflação do ano anterior - e já admite "flexibilizar" a medida, considerada o principal ponto do pacote fiscal.

Seguindo orientação do presidente, o ministro interino do Planejamento, Dyogo Oliveira, disse que serão preservados os recursos da Saúde e da Educação. No anúncio do pacote, o ministro Henrique Meirelles reforçou que as duas áreas seguiriam o teto que deve ser estipulado. "O presidente Temer nos dá orientação e cumprimos", resumiu o ministro.

O limite para as despesas de Saúde e Educação foi bastante criticado. No mesmo dia do anúncio, o governo explicou que o orçamento das duas áreas até poderia ter aumento real, com o teto em vigor, desde que outras despesas crescessem menos.

O ministro do Planejamento foi na mesma direção. "Há uma série de outras despesas que podem ser objeto de contenção, de tal modo que o limite seja atendido", afirmou. Segundo ele, o limite fará o comportamento da despesa ser compatível com a capacidade do Estado de se financiar. O piso será o mínimo constitucional previsto para este ano. A partir de 2017, caso a proposta de emenda à Constituição seja aprovada pelo Congresso, está assegurada às duas áreas, no mínimo, a correção pela inflação.

Oliveira disse que a União já gasta mais do que os 18% da arrecadação dos impostos federais que é obrigada a comprometer com Educação. Em 2016, o gasto previsto para a Saúde será equivalente a 13,2% das receitas líquidas. Esse valor segue uma regra que entrou em vigor neste ano. Antes, o piso era estabelecido de acordo com o que foi desembolsado no ano anterior, corrigido com a variação do PIB.

Oliveira também admitiu que o governo deve estipular um prazo para a vigência do teto. "Não tem como ser indefinidamente para todo o sempre. Estamos discutindo a questão de tempo e prazo. Ainda não há uma definição", afirmou. Segundo o ministro, a discussão tem como premissa que a regra deve implicar uma redução, ao longo do tempo, da despesa total em relação ao PIB.

*Com Estadão Conteúdo

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Jardim, MS
20°
Tempo nublado

Mín. 20° Máx. 29°

21° Sensação
1.64km/h Vento
97% Umidade
100% (4.12mm) Chance de chuva
07h00 Nascer do sol
18h23 Pôr do sol
Ter 27° 19°
Qua 31° 18°
Qui 33° 21°
Sex 36° 22°
Sáb 36° 21°
Atualizado às 21h08
Publicidade
Publicidade
Economia
Dólar
R$ 4,98 -0,12%
Euro
R$ 5,83 -0,10%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 407,709,67 +0,54%
Ibovespa
189,578,80 pts -0.61%
Publicidade
Publicidade
Publicidade