
A candidata Virginia Raggi foi a mais votada no primeiro turno neste domingo nas eleições para a Prefeitura de Roma, na Itália. Com 36% dos votos, ela deverá enfrentar no segundo turno o candidato centro-esquerdista Roberto Giachetti, que aparece com 24% após a apuração de 60% das urnas. Os italianos votaram no domingo em eleições municipais, consideradas um teste para o primeiro-ministro Matteo Renzi, que convocou para o fim do ano um referendo sobre reforma constitucional, e para a direita, muito dividida.
Virginia Raggi, de 37 anos, candidata do Movimento 5 Estrelas (M5S), que rejeita os partidos tradicionais - liderado pelo comediante Beppe Grillo e considerado atualmente a segunda força política nacional - situou-se como a favorita dos romanos, cansados de anos de imobilismo na administração da cidade e de escândalos de corrupção que custaram a renúncia do prefeito anterior, Ignazio Marino, do Partido Democrático (PD), de Renzi. Grillo é uma figura controversa na política italiana e é muito criticado por seus comentários antissemitas e elogios a governos autoritários, como o iraniano.
"Os romanos enviam uma mensagem clara. Assistimos a um momento histórico", afirmou Raggi, que no segundo turno dentro de 15 dias pode se tornar a primeira mulher eleita para a prefeitura da capital italiana. O bom desempenho de Giachetti - que nas últimas pesquisas aparecia em terceiro lugar, muito longe das duas candidatas concorrentes - reconfortou esta noite Renzi, que vê estas eleições como um teste com vistas ao referendo constitucional no qual, afirmou, pôs seu cargo em jogo.
*Veja.com
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