
O Brasil deve ter, em 2016, o pior desempenho na criação de empregos na comparação com outros 43 países, de acordo com um estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), divulgado nesta quinta-feira.
Segundo a pesquisa, intitulada "Perspectivas do Emprego 2016", o Brasil deve registrar este ano um saldo negativo de empregos -- ou seja, mais demissões que contratações -- de 1,6%, enquanto nos países da OCDE a previsão é de crescimento de 1,5% dos postos de trabalho.
Conforme a OCDE, apenas quatro outros países, além do Brasil, terão saldo negativo de empregos neste ano, com quedas bem menos expressivas: Finlândia (-0,1%), Japão (-0,2%), Portugal (-0,3%) e Costa Rica (-0,9%),
Em 2017, a OCDE estima uma melhora da situação no Brasil, com previsão de crescimento de 0,7% do emprego.
No estudo, a entidade ainda prevê que a taxa de desemprego no Brasil deverá atingir 11,3% neste ano contra 8,5% em 2015 e 11,6% em 2017.
Crescimento - Em junho, a entidade havia estimado, em outro estudo, que o Produto Interno Bruto (PIB) do país cairá 4,3% este ano e recuará 1,7% em 2017, devido à incerteza política e revelações de corrupção que minam a confiança do setor produtivo.
As novas projeções, que constam em relatório semestral, são bem piores do que as anteriores, divulgadas em 18 de fevereiro, quando a OCDE esperava uma retração de 4% do PIB em 2016, seguida por estabilidade em 2017.
*Veja.com
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